domingo, 14 de dezembro de 2014

APROVEITE A VIDA!


Um certo vendedor, querendo convencer seu cliente a comprar uma sofisticada máquina fotográfica, disse: “A vida é tão curta que não podemos nos furtar a uma pequena extravagância de vez em quando. Temos de conceder-nos algumas regalias. Então, aproveite a vida...”

É verdade que nossa vida é muito curta ; este vendedor tinha razão. É certo também que a cada dia nos aproximamos do final dela. Sentimos a sensação, muita vezes que estamos aproveitando mal nosso tempo e lutamos para valorizá-lo. Temos de aproveitar a vida sim! Mas isso não significa acumular uma infinidade de bens de consumo que trarão alegrias tão efêmeras quanto superficiais.
Como é que se aproveita a vida afinal?

A única maneira de aproveitarmos a vida e não desperdiçá-la é usar o tempo que vivemos neste mundo para termos um relacionamento melhor com Jesus Cristo. Vejam, não estou dizendo que a religiosidade ou a fé nos impeçam de usufruir os bens saudáveis deste mundo...
Estou dizendo que, além da busca pelos prazeres lícitos, precisamos conhecê-lo em profundidade. Não podemos nos esquecer de cumprir a vocação para a qual fomos chamados, ou seja, de amar “o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5)

Um dia todos teremos de comparecer diante de Deus, o que importa se fomos ricos ou pobres, se nos divertimos ou quantos bens compramos? Que importância terão as coisas deste mundo, quando estivermos diante do Altíssimo respondendo pelos nossos atos?

Ele será um juiz para os que recusaram Sua graça, mas para os que aproveitaram a vida para conhecê-lo, verão o PAI face a face.
Pense nisso...



willysantoswilly@hotmail.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Como eu vejo o movimento Neopentecostal





Por: Willy P. Santos

Algumas vezes tenho passado em frente a algumas denominações neo-pentecostais e, vendo-as lotadas em qualquer dia da semana e horários, indago a mim mesmo: isto significa um “sucesso” denominacional? Seriam seus líderes modelo para denominações mais antigas que, às vezes, parecem fadadas a um “fracasso numérico?”
Vejam, estou falando de cultos de Segunda à Segunda, três a quatro vezes ao dia com mensagens que não mudam de fórmula: contribua com grandes quantias de dinheiro, e Deus vai te abençoar.

Talvez algum pastor amigo já tenha parado e pensado como eu. Mas olhando de uma forma geral, vejo-as como um modelo de “igreja” que só funciona para a cúpula de sua liderança, não para seus fiéis, ainda que vejamos tantos “depoimentos” destes mesmos veiculados pela mídia.
Alguém pode até mesmo atrair uma enorme multidão ao seguir o modelo corporativo neo-pentecostal, mas não pode edificar uma igreja saudável, que fortaleça seus membros e cause impacto na comunidade vizinha.
Um verdadeiro pastor sabe que não pode dizer: “Somos uma igreja que se importa com as pessoas”, e depois acrescentar, “mas não tenho tempo para cuidar pessoalmente de nenhum de vocês”. É possível fundar uma igreja e fazê-la crescer numericamente, tendo como base o carisma ou visão, mas é impossível  fazer com que amadureça.

Aí eu me convenço que existe uma enorme diferença entre:
- tornar-se grande e desenvolver-se
- crescer em número e crescer em maturidade
- introduzir as pessoas no Reino e introduzir o Reino nas pessoas

Portanto, digo com tristeza, a cada dia que passa os ministérios denominacionais(e aqui não observo mais só as Neopentecostais) abrem mais igrejas, às vezes uma a menos de 200 metros de outras ; a cada dia surgem novos nomes e denominações, assim como tantos “apóstolos”, “bispos” e “patriarcas”, mas percebo que está faltando alguma coisa no cenário eclesiástico.

Chego à conclusão que podemos até ter mais igrejas, e maiores, do que em qualquer época, mas o tamanho e o número de igrejas claramente não melhoraram a saúde da nossa cultura.
Que tipo de evangelho (com "e" minúsculo mesmo) está sendo pregado? Aquele que transforma? Ou o que só agrega pessoas, ávidas por um sucesso temporal?

Deixemos as “disputas” egocêntricas, a busca da fama à todo custo e voltemos à velha fórmula do Evangelho e da Igreja Primitiva!


willysantoswlly@yahoo.com.br

domingo, 7 de dezembro de 2014

AS SETE PROMULGAÇÕES DA LEI DIVINA


AS SETE PROMULGAÇÕES DA LEI DIVINA

Você sabia que Deus utilizou-se de várias formas para se fazer conhecido e conhecida a sua vontade? Gradualmente Ele foi revelando e publicando sua lei. Vamos ver de que forma isso aconteceu?

1ª - Foi ESCRITA NA NATUREZA - "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos." - Salmos 19:1

2ª - Depois foi ESCRITA NA CONSCIÊNCIA do homem - "Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;" - Romanos 2:15

3ª - Posteriormente seus princípios fundamentais foram ESCRITOS EM TÁBUAS DE PEDRA - "Então disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar." - Êxodo 24:12

4ª - No devido tempo, Jesus apareceu como a encarnação perfeita da verdade, a qual Ele ilustrou em sua própria vida sem pecado, portanto CRISTO era a PALAVRA VIVENTE - "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." - João 1:14

5ª - Mais tarde vieram TODAS AS ESCRITURAS, a edição escrita mais ampla e completa - "Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança." - Romanos 15:4

6ª - ESCRITA NO CORAÇÃO - "Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos" - Romanos 10:8

7ª - Além de escrita no coração, é vontade de Deus que seus preceitos possam ser "lidos" na vida dos cristãos COMO CARTAS VIVAS, ou seja, somos testemunhas e protagonistas da vontade divina - "Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.
Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração" - 
2 Coríntios 3:2-3

Portanto, Deus e Sua Palavra se fizeram revelados por todos os meios e formas e não há motivos para que a humanidade desconheça Sua vontade e plano para o mundo.

willysantoswilly@yahoo.com.br

domingo, 30 de novembro de 2014

JÁ TE DEU VONTADE PARAR?

por Willy Santos

Há momentos que passa em minha cabeça parar com o ministério (evangelizar, pregar, ensinar, aprender, cooperar) pelas duras provas, incompreensões de quem menos esperamos e falta de visão de quem poderia nos ajudar...

Há períodos de nossa vida ministerial que esperamos que alguém enxergue como nós enxergamos, sobre as urgências de Deus ; almas para serem alcançadas e esclarecidas, seja multidões ou simplesmente uma única pessoa, mas o que encontramos são aqueles que não fazem e querem nos impedir fazer.

Críticos que demonstram saber tudo, mas pouco produzem ; gente que só pensa nas coisas desta vida, esquecendo-se que quando priorizamos o Reino, o Senhor de tudo nos acrescenta algumas coisas.

Estou cansado de gente que só enxerga o próprio umbigo, desprovidos de sentimento e sensibilidade para com os necessitados. Estou enfadado das instituições de homens, que poderiam servir à Causa, mas só buscam cifras. Estou indignado quando, mesmo com apelo dramático, procuramos angariar algum bem para ajudar um desvalido e percebo a indiferença no rosto da maioria, petrificados pelo egoísmo e mergulhados na mesquinhez.

Isso é cristianismo? Isso é amor? Onde está a compaixão? E tu, misericórdia, onde andas? Porque tantas brechas abertas quando poderíamos fechá-las todas? Porque proliferam-se como ratos os interesseiros, em detrimento do altruísmo?

Porque os homens gastam milhões em horários televisivos para brigarem entre si e em construções de obras faraônicas, quando milhares de famintos poderiam ser alimentados com a Palavra e a provisão?
E enquanto os almofadinhas espirituais ficam acomodados em seus templos à brisa do ar-condicionado e dos afagos de seus pares, como se a igreja fosse um clube social, somos chamados de vagabundos e desocupados quando procuramos sair das quatro paredes.

Não é no templo que estão as prostitutas, viciados, mendigos e marginalizados. Eles estão na rua, ao relento, nos caminhos por onde passamos todos os dias. Mas eles são invisíveis, não é? Para alguns "cristãos" eles nem existem...

E enquanto essa praga, fomentada pelo deus Mamon, se prolifera na figura de líderes que só falam em dinheiro, dinheiro e dinheiro, não para a Obra, mas para alimentar seus próprios ventres insaciáveis, vemos o saldo em prejuízo para um trabalho que poderia ser excelente.
Mas estou como o profeta Jeremias, quando conjecturava em parar (capítulo 20), uma chama queimava dentro dele, impedindo-o de desistir.
É por essa chama que eu não paro ; é pela necessidade de trabalhadores em uma seara tão imensa que eu não posso desistir: seria covardia.
É pelo sacrifício maior dAquele que verteu sangue em meu lugar que não abaixo a cabeça ; é por saber que milhões de vidas estão caminhando a passos largos para a perdição que não volto atrás ; é pelo compromisso e aliança firmada com Deus que busco forças sem tê-las e sigo em frente!

Se você está vivenciando isso também, meu irmão, então solidarize-se comigo: vamos apertar o passo, sigamos em frente, busquemos ânimo em Cristo, nosso exemplo de sofrimento e perseverança...

Eu creio que as nuvens vão se dissipar, o vento vai soprar e veremos o Sol da Justiça brilhar em nosso favor! Há uma chama dentro de nós e ela é proveniente do Espírito Santo, que nos dá força e poder.

É lícita a indignação e legítimo o inconformismo, mas isso não pode no servir de freio!

Cantemos como diz o Hino 515 da Harpa Cristã;

"Se Cristo comigo vai, eu irei
e não temerei, com gozo irei
comigo vai..."
"E grato servir a Jesus, levar a cruz
se Cristo comigo vai, eu irei"

AVANTE! Deus é contigo!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Meu filho não quer saber da Igreja!!!


Quantos pais enfrentam essa triste situação. Enquanto crianças, com muita alegria, participam das atividades da Escola Bíblica, cultos infantis, ensaios, cantatas, passeios, EBFs e até memorizam versículos da Bíblia com vontade e determinação. Mas ao adentrarem na adolescência, como que, após dormir, acordam desgostosos da Igreja.

Uma das primeiras reações dos pais é encontrar motivos e razões para esta evasão eclesial. Em outras palavras, a “caça às bruxas” é deflagrada. Quem ou o que leve a culpa do filho não ir a Igreja? Vejamos algumas possíveis respostas:

1°. A IGREJA É CULPADA

Falta de investimento no ministério com adolescentes, revistas desatualizadas, uma sala de aula inadequada, ausência de equipamentos como data-show e até mesmo alguns brinquedos, como uma mesa de ping-pong, pimbolim, uma TV, karaokê e DVD.
 Ah! E internet também! Principalmente falta de investimento em liderança para adolescentes. Os líderes atuais são mal preparados e sem condições para pastoreá-los.

Falta de visão da liderança da Igreja, que só olha para os adolescentes para chamar atenção, “dar uma dura” por causa do barulho ou irreverência durante o culto.
Falta de testemunho por parte dos líderes é um motivo a mais para desanimar o adolescente e afastá-lo da Igreja.

2°. OS LÍDERES SÃO CULPADOS

Líderes de adolescentes que não deram a devida atenção, não visitaram, negligenciaram a função de pastoreio do adolescente. Líderes que fizeram acepção, priorizando, selecionando adolescentes para “seu grupo”.

3°. OS PAIS SÃO CULPADOS

Pias negligentes que não priorizam a criação dos filhos. Pais ausentes, tanto física, emocional e espiritualmente na vida de seus filhos. Pais que optam por dar presentes ao invés de estarem presentes na vida de seus filhos. Pais incoerentes que apresentam um belo discurso com princípios bíblicos, mas nas atitudes revelam princípios anti-bíblicos. Pais assim desanimam os filhos, geram filhos rebeldes.

4°. O MUNDO É CULPADO

São tantas atrações, cores, sons, novidades, que os filhos não resistem a elas. Festas baladas, bebidas, curtição, músicas, drogas, sexo, internet, redes sociais, quantas facilidades, quantas oportunidades, é muito difícil, como que impossível um adolescente resistir a tudo isso.

5°. OS AMIGOS SÃO CULPADOS

As más influências levam alguns adolescentes a se afastarem da Igreja. A maior tristeza é quando esses amigos são da própria Igreja. O adolescente tem a tendência de buscar uma identidade grupal, ele deixa a individual para uma coletiva, sentindo-se assim mais seguro, pertencendo a um grupo.
Com certeza as amizades cooperam nas escolhas e atitudes do adolescente.

CONCLUSÃO

Culpados é o que mais encontramos. Com certeza há outros além dos mencionados acima. De qualquer maneira, somando todos eles no máximo representam 49% da responsabilidade. Nunca passarão dessa porcentagem! A outra parte, os 51%, estão totalmente nas mãos de apenas um, que é o sexto desta lista:

6°. O ADOLESCENTE É CULPADO

Cada um faz suas escolhas, tem o livro arbítrio independentemente das circunstâncias. O adolescente que se afastou o fez por escolha pessoal, ele é o maior e principal responsável pelo seu próprio afastamento.
Os cinco primeiros responsáveis são influenciadores (49%), mas nunca serão determinantes nas escolhas do adolescente.
Faz parte da caminhada cristã mudanças de ministério e até de denominação por vários fatores, mas não participar da comunhão está mais para fatores internos pessoais (determinantes- pecados como orgulho, frieza, rancor...) do que para fatores externos (influenciadores).

Igreja, pais, líderes e amigos, cada um tem sua responsabilidade diante do adolescente. Devemos refletir e melhorar sempre o ministério com os adolescentes, a vida da Igreja e como cristãos, pais e líderes. Mas somente ele, o próprio adolescente, é culpado pela escolha e decisão de afastar da Igreja (dificuldade eclesial). Escolha feita como consequência e efeito de outra escolha realizada anteriormente: a de se afastar do Senhor, da dependência dEle e do Seu temor (dificuldade espiritual).

Igreja, pais, amigos e líderes falham, são vulneráveis e vacilantes. Mas o Senhor nosso Deus é imutável, não decepciona, não falha. O adolescente se afasta da Igreja porque escolheu tirar os olhos do Autor e Consumador da fé, Jesus Cristo.
A volta do adolescente para a Igreja passa, primeiro, pela volta ao Senhor em quebrantamento e humildade. Não há outro caminho!


Fonte:PAVI (preparando adolescente para a vida) – Revista AD Londrina – Edição 3 – Dez 2013

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PASTOR NÃO É PALHAÇO! A necessidade de reforma nos púlpitos!


Sem sombra de dúvida, a Reforma Protestante do século XVI foi o maior reavivamento produzido pelo Espírito Santo em toda a história da Igreja de Cristo. Tudo começou pelo resgate da genuína pregação. Naqueles dias, poucos pregavam com fidelidade as Escrituras. Os sacerdotes, a maioria ignorantes, mal sabiam ler e escrever. No máximo decoravam a missa em latim. 

O povo, mergulhado em profundas trevas espirituais cegamente seguia o entretenimento supersticioso e idólatra do clero.
Quando Martinho Lutero, Ulrich Zwingli, João Calvino, John Knox e outros pastores começaram a pregar novamente a Palavra de Cristo, o povo que andava em trevas contemplou mais uma vez o brilho da luz. O Senhor promoveu um grande despertamento espiritual na Europa, levando países inteiros a abraçarem o Evangelho do Senhor Jesus Cristo.

A máxima protestante “Igreja Reformada, Sempre Reformando”, ainda hoje nos ensina que a verdadeira reforma consiste em sempre reavaliarmos a nossa fé e prática segundo os padrões estabelecidos pelas Escrituras. A nossa consciência, como disse Lutero, deve estar cativa à Palavra de Deus. A nossa pregação precisa ser clara e objetiva. Seu conteúdo: Jesus Cristo, e este crucificado (1 Co 2). Não há lugar para brincadeiras quando proclamamos o Reino de Deus.

Hermisten Maia falando sobre isso usou a seguinte ilustração: “Imagine um jovem entre muitos outros, ansiosamente procurando seu nome na lista afixada na parede da universidade. Ele busca saber se foi aprovado ou não no vestibular. De repente, surge um amigo com um sorriso largo no rosto e com braços abertos dizendo: - Você conseguiu! Você foi aprovado! O jovem começa a gritar e pular de alegria, dá um abraço apertado naquele amigo, ri, chora, comemora... Contudo, em meio a toda aquela euforia, seu ‘amigo’ diz: - É tudo brincadeira, não passou de uma piada; seu nome não consta entre os aprovados”. Como você reagiria a essa situação se fosse o vestibulando? Se você corretamente não admite brincadeiras com coisas sérias, será que o Evangelho, que envolve vida e morte eternas seria passível de brincadeiras, de gracinhas ou palhaçadas?

Da mesma forma, hoje muitos pregadores estão apresentando uma mensagem incompreensível à Igreja. Os crentes se acostumaram a ouvir o seu pastor brincar tanto com assuntos sérios, que não conseguem descobrir o temor e tremor do Senhor em suas brincadeiras. Eles sobem ao púlpito e pensam que estão no picadeiro, alguns até mesmo vestidos de palhaço!

Os palhaços “pregadores” afirmam que nós é que confundimos “expor a Bíblia com seriedade” com “expor a Bíblia sério”. Argumentam que Jesus usava muito humor para pregar e que a chave hermenêutica para compreendermos as parábolas de Jesus é o humor. Sinceramente, eu não consigo enxergar nenhum pingo de humor quando Jesus fala sobre o Dia do Juízo, onde separará ovelhas de bodes, lançando estes no inferno. Não dá para rir!

O resultado trágico dessa esdrúxula metamorfose é que o povo de Deus, por não perceber a diferença entre o palhaço e profeta, aprova este comportamento absurdo e pecaminoso por meio de aplausos e boas gargalhadas. O desaparecimento da verdadeira pregação é sempre um grave sintoma de que púlpitos estão vazios. Percebemos mais uma vez o entretenimento substituindo o verdadeiro papel do profeta. 

Não é de se estranhar a resistência por parte de muitos em ouvir e atender a mensagem da cruz. Como falar do pecado, ira de Deus, morte, inferno, arrependimento, cruz, salvação e sacrifício de modo divertido? Tem muitos pastores vestidos de palhaço afirmando: “Sim, isso é possível”. Eles têm envolvido as nossas crianças e a nossa juventude com essa maneira engraçada de pregar. Onde isso vai parar? Precisamos urgentemente de uma reforma em nossos púlpitos!

Kierkegaard conta que certa vez um circo se instalou próximo de uma cidadezinha dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O dono do circo vendo o perigo do fogo se alastrar e atingir a cidade mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda naquela cidade para apagar o fogo. Inútil foi todo o esforço do palhaço para convencer os seus ouvintes. Quanto mais ele gritava “O circo está pegando fogo!”, o povo ria e aplaudia o palhaço entendendo ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo... Quanto mais o palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia... O fogo se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída.

Pastor não é palhaço, é profeta. Seu púlpito não é picadeiro, mas o lugar de onde ele proclama com autoridade a Palavra de Deus. Sua missão é pregar em alto e bom som, de forma pura e simples as Boas Novas do Evangelho e todas as suas implicações. O pastor não é um animador de auditório, nem um contador de piadas. Lugar de palhaço é no circo. Que Deus tenha misericórdia de nós, levantando novos reformadores!
Alan Kleber

Fonte: Blog "E a Bíblia com isso?"

domingo, 19 de outubro de 2014

Ame ao próximo como a si mesmo!

LEITURA: Marcos 2.1-12 ; João 5.1-9

Imaginem, nos dias de hoje, como sofrem as pessoas que têm deficiência física: preconceito, desprezo e indiferença por grande camada da população e até de certos setores do serviço público. Na época de Jesus, então, era pior, pois a deficiência era sinônimo de pecado, como podemos conferir em João 9.2. Vamos comentar aqui, baseados na leitura sugerida no cabeçalho, dois deles. Um deles já estava sofrendo a 38 anos e sua mobilidade, certamente, era muito reduzida. Ele não podia deslocar-se normalmente, tanto é que fazia tempo que tentava entrar no tanque para ser curado e, além disso, ninguém o ajudava.

O outro deficiente até que poderia se considerar como felizardo, pois tinha amigos e quatro, logo de cata se ofereceram para ajudá-lo, algo incomum naquela época. Estes sim, eram verdadeiros amigos, pois além de ajudá-lo, enfrentaram obstáculos para apresentá-lo à Jesus para que fosse curado. Aqueles quatro homens poderiam ter desistido quando perceberam que pela porta não havia condições de entrar e, consequentemente, não poderia inserir seu amigo na presença de Jesus. Mas eles não desistiram!

No Evangelho segundo escreveu João o paralítico é curado apesar do seu desânimo. No de Marcos ele é curado por causa da fé de seus amigos.
O QUE TEMOS FEITO PELOS NOSSOS AMIGOS?
Talvez a paralisia espiritual tenha impedido que eles caminhem até Jesus, mas nós podemos levá-los, seja sozinhos ou unidos a outros irmãos. Será que neste momento algum amigo está precisando de um milagre, de uma palavra de conforto, de salvação, e nós passamos correndo, interessados nas nossas bênçãos e nem sequer percebemos o tempo que  a pessoa está ali esperando que alguém a leve, não ao tanque, mas à Fonte de Águas Vivas?
Precisamos amar as pessoas a ponto de pagarmos o preço pelo milagre na vida delas. Quantas pessoas estão nos leitos dos hospitais, nas casas de recuperação, nas ruas jogadas ao relento, nos abrigos públicos, às vezes, na prosperidade material mas miseráveis de espírito, esperando que as busquemos no leito e a apresentemos à Jesus.
Certamente Jesus espera isso de você e de mim.

BOA SEMANA Á TODOS

Willy Santos
Ministrações & Estudos Bíblicos

willysantoswilly@yahoo.com.br