segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Jefté sacrificou a própria filha?




Há uma pergunta que não pode ficar sem resposta, no estudo do Livro de Juízes: Jefté sacrificou realmente sua filha? Sendo que os eruditos estão divididos na questão, podemos somente expor o que cada lado tem a dizer sobre o assunto, e deixar que cada um julgue por si mesmo. Alguns creem que como os sacrifícios humanos eram proibidos pela lei (Lv. 18.21; 20.2-5) o sacrifício da filha de Jefté deve ser entendido como uma espécie de dedicação da jovem à virgindade perpétua (Jz. 11.36-40). Outros dizem que Jefté realmente sacrificou sua filha, crendo conscientemente que estava obrigado a isso pelo juramento que fez (Jz. 11.31-39).
Encontramos a narrativa do voto de Jefté em Jz. 11.29-40. Ele foi o nono juiz do Israel, residente em Tob, um distrito da Síria, no ano 1100 a.C. aproximadamente. Jefté está mencionado na Carta aos Hebreus como um dos herois da fé (Hb.11.32). Ele foi um dedicado líder nas guerras contra os amonitas (descendentes de Ló) que moravam a leste do Rio Jordão. Homem de grande coragem e sempre disposto a defender os fracos e perdoar os errados, apesar de ser um filho ilegítimo de Gileade. Não nos parece ser aquele personagem afoito, como muitas vezes é considerado, capaz de fazer um voto temerário. Chegamos a esta conclusão, porque mesmo antes de atacar os amonitas, ele esperou terminar primeiro as negociações de paz em tramitação.
O dilema em consideração é determinar, segundo os versos 11.29-31, a natureza de sacrifício que o seu voto envolveu: se realmente imolou a sua filha como holocausto ou se apenas tratou-se de outro tipo de sacrifício.
Consideremos, pois, antes de qualquer opinião, os seguintes seis pontos sobre o assunto em pauta.
Primeiro Ponto: Eminentes eruditos opinam que o texto hebraico do verso 31, onde se lê nas traduções em português “o oferecerei em holocausto” deve ser lido “e oferecerei um holocausto”. Daí depreende-se que a intenção de Jefté era servir ao Senhor e honrá-lo com este voto. Esta explicação, de fato, elimina a ideia de um ato horripilante do juiz de Israel de sacrificar a sua própria filha em nome de Jeová. Parece-nos muito viável esta opinião (Lv. 27.28). Além do mais, nos ‘targuns’ (interpretação em língua aramaica do Velho Testamento pelos próprios judeus), encontramos uma explicação cabível de Levítico 27.1-7, onde o Senhor prescreve o preço pelo qual, tanto varões como fêmeas que foram devotadas ao Senhor poderiam ser redimidos. O varão, de 20 a 60 anos, seria redimido por 50 ciclos de prata, e a fêmea por 30 ciclos. De 5 a 20 anos, o varão seria redimido por 20 ciclos e a fêmea por 10. Portanto, restava a Jefté este recurso: pagar uma soma relativamente modesta pelo resgate de sua filha. Tudo indica que ele não a imolou, mas simplesmente consagrou-se à virgindade perpétua.
Segundo Ponto: Não podemos conceber que Jefté tivesse intenção de oferecer em holocausto qualquer coisa que de sua casa viesse ao seu encontro, pois poderia ser que lhe aparecessse um cão ou outro aninal imundo qualquer, o qual, de maneira nenhuma, segundo a lei mosaica e as tradições da época serviria como holocausto. Por certo Jefté teve outra coisa em mente quando fez seu voto.
Terceiro Ponto: O sacrifício de crianças a Moloque – deus adorado pelos amonitas e combatido por Jefté – era terminantemente proibido ao povo de Israel e declarado abominação pelo Senhor (Lv. 20.2-3), e seria ainda maior o insulto se o juiz de Israel oferecesse a sua própria filha a Jeová.
Quarto Ponto: Não encontramos na Bíblia precedente para tal oferta ao Senhor. Pelo contrário, os reis que promoviam a queima dos filhos a Moloque, eram duramente castigados por Deus. Manassés, por esse ato abominável, foi levado cativo a Babilônia, onde sofreu muito.
Quinto Ponto: Nenhum pai tinha autoridade para matar seu filho, mesmo se este estivesse em falta. Muito menos podia um pai castigar, com morte, seu filho inocente, como foi o caso de Jefté (Dt. 21.18-21; 1Sm. 14.24-45).
Sexto Ponto: O verso 39 que diz “seu pai… cumpriu nela [a filha] o seu voto que tinha votado; e ela não conheceu varão” expressa a ideia de queajovem foi devotada à vida celibatária. Consequentemente, a lamentação de suas companheiras não foi pela sua morte, mas por causa da sua virgindade perpétua (Jz. 11.38-40). No Velho Testamento, por certo, havia no Tabernáculo uma classe de mulheres que serviam no estilo dos ‘nazireus’ (Êx. 38.8) “que se ajuntavam à porta da tenda da consagração”. Faz-se também referência a tais mulheres em 1Sm. 2.22; Lc. 2.37. Talvez a filha de Jefté uniu-se a esse grupo de virgens.
Os eruditos no hebraico ainda apontam, fortalecendo essa ideia, o fato de que o vocábulo lethanoth, que foi vertido para o português por lamentar, realmente significa celebrar Portanto, as filhas de ISrael que anualmente ‘celebravam’ o fato, não o faziam com lamentações, mas sim com cânticos de louvor ao sacrifício da filha de Jefté.
Para a jovem o voto significou a impossibilidade de cumprir-se em sua vida o desejo natural de casar-se, pois toda mulher israelita sonhava em ser a mãe do Messias. Tal sonho, porém, para a filha de Jefté, jamais poderia tornar-se realidade. Entretanto, ela de bom grado e por amor aceitou esse destino.
Para o pai, significou o sacrifício de não ter posteridade desta filha, fato que no Oriente era considerado um desfortúnio muito grande. Os costumes da época davam muito mais autoridade aos pais sobre a vida dos filhos do que os costumes e as leis atuais.
Pelas razões aqui apresentadas, e em nossa opinião, o voto de Jefté resultou na virgindade perpétua de sua filha, e não na imolação da mesma, coisa que nos parece chocante demais. O texto de Juízes, examinado sob qualquer ponto de vista bíblico, também não comporta tal interpretação.
A bela lição a ser extraída desta história é que a filha de Jefté deixou um bonito exemplo de obediência filial, piedosa e patriótica. Submeteu-se de bom grado à virgindade perpétua, num tempo quando não ter filhos era considerado muito indesejável, e isso ela o fez por amor ao seu pai e à sua pátria, pois naquele momento estava em jogo tanto a segurança de seu genitor quanto de Israel. A vitória que resultou veio do Senhor, porque Jefté assim pôs tudo à disposição de Deus, incluindo a própria filha. E ela teve a sua participação e carregou com galhardia a sua “cruz” durante o resto da sua vida. Não vemos, portanto, nenhuma razão para acreditar que o pai a tivesse imolado.
Do site do CACP.ORG.BR

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A Noiva de Cristo apanhando?


Por Willy Santos
Você concorda que um líder se refira à Igreja com a expressão "Se não obedecer, vou bater sem dó?"
É o que temos visto em alguns púlpitos por aí...
No afã de exortar ao povo para que sejam disciplinados e andem pela Palavra, alguns líderes exageram e usam de expressões chulas para se dirigir ao povo. Esquecem-se de alguns visitantes que estão entre nós que acabam saindo escandalizados.
Penso que, por mais veemente e enérgico que seja o momento de exortação, há uma forma respeitosa para que as palavras sejam colocadas, trazendo um resultado muito melhor para quem aconselha, do que um ataque ao bom senso, como tenho observado ultimamente.
A Obra do Senhor é voluntária: fazemos se queremos! Se não queremos, não fazemos! Evidentemente que tudo o que fazemos ou deixamos de fazer redunda em alguma consequência espiritual e até material. O bom líder sempre insistirá para que haja despertamento entre o povo e a Obra seja feita. Ele cobrará as pessoas utilizando a Bíblia como base.
Mas este "cobrar" deve ser motivacional, singelo, cordial, respeitoso e com amor. Quem cobra na base das ameaças, imposição e agressividade jamais terá sucesso. Ficará sozinho.
Pedro admoesta ao líder que a Igreja não é dele:
"Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, NÃO POR FORÇA, mas VOLUNTARIAMENTE; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto" - 1 Pd. 5:2
Também o Apóstolo Paulo fala de como deve agir os senhores terrenos (aqueles que estão no topo hierárquico):
"Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre."
"E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, DEIXANDO AS AMEAÇAS, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas." - Ef. 6:8,9
A Igreja foi comprada por um preço caríssimo: o sangue puro de Cristo, o Cordeiro Imaculado, que derramou seu sangue por ela. Esta Igreja é a Noiva de Jesus, que aguarda Sua vinda ansiosamente.
Ela não deve ser machucada, entristecida e agredida por aqueles que deveriam cuidar dela com amor e, serão cobrados pelo seu dono um dia.
Exortação é diferente de agressão.
Se eu quiser passar de um lugar para outro e alguém estiver me impedindo, tenho duas formas de resolver a questão:
1 - "Saia da frente, quero passar! Se não sair passo por cima!"
Ou posso dizer:
2 - "Com licença, cavalheiro, o senhor me permite passar?"
Vejam que o objetivo é o mesmo, mas A FORMA dirigida ao homem terá um desfecho diferente para qualquer delas que eu usar.
A Igreja não é saco-de-pancadas, púlpito não é palanque de desabafo, o povo não pode ser refém de um despotismo e tirania velada.
Dirigi apenas uma congregação em minha vida, por pouco mais de cinco anos. Mas me lembro que, por mais que tínhamos de exortar, corrigir e orientar o povo, fosse de ordem individual ou coletiva, o fazíamos com respeito, insistência cordial, amor e no contato corpo-a-corpo. Visitávamos os desanimados, procurávamos colher o motivo de seu desânimo e desmotivação ; realizávamos reuniões de membros periódicas na congregação.
Dessa forma, angariávamos a simpatia do povo, as reuniões eram avivadas porque o povo estava feliz. Alguns querem "forçar" um culto avivado, mas como, se a congregação está triste e machucada?
Que eu saiba, quem machuca as ovelhas é lobo, não o pastor. O pastor protege, carrega nos ombros, limpa feridas, tira carrapichos, alimenta com pasto verde, chora por elas e, se preciso, dá a vida pelo aprisco!
A prioridade dele não é mensurar se as ovelhas darão muita lã ou leite, mas antes, se estão bem cuidadas, alimentadas e protegidas.
Uma das matérias que mais gostei, no Bacharelado em Teologia, foi a disciplina de Ética Pastoral! É como aprendi! Especialmente no que diz respeito à relação liderança-membresia! Alguns, apesar de gabarem-se de "anos de ministério" e de um número "x" de tantas congregações que lideraram, ainda não têm equilíbrio para lidar com o povo.
Minha oração é que Deus desperte tais homens, antes de Sua vinda, à cuidarem do rebanho do Senhor conforme o Fruto do Espírito, abram seus entendimentos, do contrário, estaremos do outro lado julgando-os naquele grande Dia!
MARANATA!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Como será noticiado o arrebatamento da igreja




"Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem." - Mateus 24:27

sábado, 17 de setembro de 2016





Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”                                                
Êxodo capítulo 20, versículo 7


Nossa atitude deveria ser sempre a de levar, especialmente a juventude, uma vida de louvor contínuo, o tempo todo e em todo o tempo mas, lamentavelmente, estou assistindo à proliferação de muitos "humoristas cristãos" que  inserem o nome do Santo em chacotas, usando como justificativa levar "alegria" aos crentes.

Nossa alegria é baseada em qualquer elemento que não traga vitupério ao nome do Senhor e nem o associe, mesmo que dissimuladamente, à uma ridicularização descabida, desnecessária e voluntária.
Entrei em contato com o autor deste vídeo, de forma carinhosa a meses, e é lamentável vê-lo no ar ainda. Tempo houve para que fosse retirado. Mas nos parece que interessa mais a fama e o número de acessos/curtidas, em detrimento da reverência com o nome precioso de Jesus e uma afronta ao sublime Deus. A intenção pode não ter sido essa, mas `partir do momento em que seu autor é esclarecido, torna-se um pecado deliberado e voluntário mantê-lo no ar. Me obriga a dizer (e isso não é nenhum tipo de "maldição") que Deus não permitirá que seu Santo Nome seja vituperado o tempo todo: alguma consequência, depois do riso, vai haver. E se esse "filme" tiver de se repetir, por falta de arrependimento, como já vi muitas vezes, vai terminar em chôro.

Nossa oração é que Deus levante homens e mulheres cheios do Espírito Santo para encher nossa juventude com a sua graça, a graça verdadeira!

Os nomes das pessoas e das coisas são muito importantes. Tanto é assim que o grande escritor William Shakespeare chegou a escrever em uma das suas  peças: se a rosa tivesse outro nome, não cheiraria tão doce”. 

Nomes são tão importantes que reagimos mal quando nosso nome é escrito ou pronunciado errado. E nomes ou apelidos (uma outra forma de nome) ridículos podem causar complexos nas pessoas.

Nos tempos bíblicos, os nomes eram ainda mais importantes pois, na cultura daquela época, eles caracterizavam a personalidade das pessoas - hoje em dia os nomes são escolhidos essencialmente por razões estéticas ou de marketing. Alguns exemplos demonstram bem a importância dos nomes nos tempos bíblicos: 
  • Jacó mudou de nome - para Israel = “aquele que luta com Deus” - depois do episódio da sua luta com o anjo (Gênesis capítulo 32, versículos 22 a 30).
  • Quando Moisés se encontrou com Deus pela primeira vez, no monte Sinai, perguntou qual era o nome d´Ele. Afinal conhecer esse nome, que ninguém até então sabia, iria demonstrar ao povo de Israel que Moisés tinha intimidade com Deus.
  • Outros personagens bíblicos importantes também mudaram de nome (por exemplo, Abrão virou Abraão) ou passaram a ser conhecidos por apelidos  (por exemplo, Simão virou Pedro), à medida que evoluíram na sua vida espiritual.
E é por causa da importância do nome que os cristãos devem ser batizados, segundo ensina a Bíblia, "em nome" do Pai, Filho e Espírito Santo. Pela mesma razão, os cristãos concluem suas orações "em nome" de Jesus. E repreendem os demônios também usando esse nome.

Dar nome a alguém ou a alguma coisa significa que quem nomeia tem poder espiritual sobre quem é nomeado. Por isso são os pais que costumam dar o nome dos filhos – essa prática sempre existiu em todas as culturas. Foi por causa disso que Deus pediu a Adão que nomeasse os animais (Gênesis capítulo 2, versículos 19 e 20).

Agora, como ninguém pode compreender totalmente a natureza de Deus e/ou ter poder sobre Ele, ninguém poderia nomeá-lo. Por isso Ele mesmo disse a Moisés como deveria ser chamado: “Eu sou o que sou”, ou ainda segundo algumas traduções “Eu serei o que sempre tenho sido” (Êxodo capítulo 3, versículos 13 a 15). 

É importante perceber que o mandamento de não tomar o nome de Deus em vão segue imediatamente o mandamento de não fazer imagens ou figuras d´Ele, pois uma coisa é, de certa forma, continuação da outra. 

O mandamento contra o uso indevido do nome de Deus ensina que as pessoas não podem tomar algo que é sagrado e empregá-lo de forma indevida (em vão). Assim as pessoas não podem usar esse nome em interjeições (algo que fazem com frequência), adivinhações, piadas e, sobretudo, nem em promessas vãs ou maldições. Fazer isso seria desrespeitar sua majestade e santidade.

É exatamente por causa desse mandamento que os judeus nunca se referem a Deus pelo seu nome. Quando se referem a Ele usam, de forma alternativa, as palavras "Senhor" ou "Eterno". E a mesma abordagem pode ser encontrada em muitas traduções da Bíblia: quando aparece "SENHOR" (Adonai, no hebraico) é porque no texto original consta o nome de Deus.

Acho que há ainda uma dúvida a ser esclarecida: é errado jurar em nome de Deus, no caso de uma assunto sério? É sim, muito errado. Mas é interessante perceber que a proibição não vem do terceiro mandamento e sim de uma ordenança específica, proibindo esse tipo de prática, dada pelo próprio Jesus (Mateus, capítulo 5 versículos  33 a 37).

Concluindo, as razões para o terceiro mandamento são simples de explicar e entender, como também é relativamente fácil cumprir o que é pedido por Deus nesse caso. Por isso é surpreendente perceber tratar-se de um dos mandamentos mais violados pelas pessoas. E isso acontece por pura falta de cuidado. Nesse particular, os cristãos têm muito que aprender com os judeus.

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia da mulher. Para quê este dia?


Por Willy Santos

Infelizmente, como na maioria das datas comemorativas, esta tornou-se mais uma fonte de consumismo. Perdeu o propósito original para o qual foi criado.
A verdade é que pouquíssimas mulheres conhecem realmente a historiografia que originou esta comemoração e, tampouco, o real significado dela.

Quando estávamos próximos da virada do Século XX e crescia na sociedade a industrialização e, consequentemente, a expansão econômica, houve grandes protestos devido às condições de trabalho. 

Empregados trabalhavam mais de 15 horas por dia em praticamente um trabalho escravo, incluindo mulheres e crianças. 
Estas ganhavam bem menos que os homens e eram comuns os casos de crianças mutiladas nas máquinas industriais por falta de desenvoltura. Simplesmente eram tratadas grosseiramente e dispensadas, quando inutilizadas por acidentes de trabalho.

Muitas delas trabalhavam gestantes, com estágio avançado da gravidez, sem direitos diferenciados como vemos hoje. Protestos foram noticiados no mundo inteiro, iniciado na Russia, espalhando-se pela Europa e chegando na América.




No dia 25 de Março de 1911, mulheres que trabalhavam numa fábrica de vestuário têxtil em Nova York ( a Triangle Shirtwais) resolveram fazer um protesto por melhores condições de trabalho e salários equiparados com os dos homens, pois faziam o mesmo serviço. 
Queriam ainda a redução da jornada de trabalho para 10 horas e respeito no ambiente de trabalho.

A fábrica tinha cerca de 500 trabalhadores, a maioria imigrantes femininas com idades entre 16 e 32 anos que ganhavam entre 6 e 10 dólares por semana(um terço do que ganhavam os homens).

Elas pararam a produção e protestavam ruidosamente contra um patronato cruel, déspota e tirano, quando foram trancadas dentro da fábrica. 

Um incêndio misterioso aconteceu naquela tarde de Sábado. Desesperadas algumas funcionárias subiram até o último andar do prédio para escapar das chamas e, não conseguindo, lançaram-se das janelas a uma altura de 9 andares . 
Imaginem uma fábrica de tecido pegando fogo! Naquele dia, 146 funcionárias morreram carbonizadas, já que os homens não participaram do protesto e se encontravam fora da fábrica. Dentre as sobreviventes, restaram duas adolescentes de 14 anos de idade, Kate Leoa e Rosária Malta.



Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1977, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

QUAL O OBJETIVO DA DATA, ENTÃO?

Ela não pode ser apenas comemorativa, mas dar consciência à mulher sobre sua importância e papel na sociedade. 
Em grande parte dos países realizam-se conferências, debates, reuniões, cujo objetivo é dar mais visibilidade e projeção para a mulher. 

Não estou falando de movimentos feministas, que é outra coisa totalmente diferente.

Hoje seria o dia em que as mulheres poderiam se reunir, em diversos setores da sociedade (incluindo as redes sociais) em um esforço para tentar diminuir ao máximo o preconceito e a desvalorização da mulher. 

Seria o dia em que todas as mulheres de bem poderiam protestar contra a prostituição descarada, preconizada nas novelas, filmes, seriados e BBB’s da vida. Seria um dia de "revolta" explícita e declarada contra uma mídia que transforma a mulher em mercadoria para vender pneus e bateria de carro.

Hoje é o dia em que as mulheres decentes e inteligentes têm de se “revoltar” coletivamente contra a exposição midiática de periguetes, bundas e peitos, mostrando que a mulher também tem cérebro, sentimento e é muito mais que corpos malhados, que se deterioram com o tempo.

Hoje é o dia em que, corajosamente, elas deveriam protestar contra os patrões hipócritas que lhe pagam salários inferiores aos dos homens e no dia 8 de Março, aparecem com uma rosa murcha e uma caixa de bombom para engabelá-las.

Sim, ainda hoje elas têm menos oportunidades na carreira profissional , salários mais baixos e jornada excessiva de trabalho. É verdade que muita coisa foi conquistada, mas ainda há muito que precisa ser modificado e melhorada na história das mulheres.

O dia não é Internacional? E o que dizer das milhares de mulheres árabes e muçulmanas que, desejando “ocidentalizar-se” (usando jeans,maquiagem, adornos, estudar, namorar com a pessoa que gosta, etc.), são queimadas com ácido, espancadas, apedrejadas e surradas em via pública?

Quem se lembra delas?

Conquistas das Mulheres Brasileiras 

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Portanto, minhas amigas, é preciso entender o espírito real deste dia, que não tem nada a ver com flores, bombons e presentes. Hoje é o dia de olhar para si mesma e para a sociedade onde está inserida, aferindo sobre sua importância social; é perguntar que mudanças você, como mulher, pode exercer na sociedade; é verificar que influência você pode exercer junto à outras mulheres que, talvez estejam marginalizadas, mas podem usufruir do que Deus te deu.

Quanto aos bombons, presentes e flores, nós homens podemos dar, não só hoje, mas em todos os outros dias para grandes mulheres que hoje fazem parte de nossa vida, pois todos os dias são os dias delas.

Hoje estou mais preocupado em conscientizá-las que podem ser (e são) grandes canais de bênção para esta sociedade injusta com a mulher. Hoje é dia de comemorar grandes conquistas alcançadas pelas mulheres, sabendo que elas podem muito mais.





terça-feira, 1 de março de 2016

Como ser cristão no Afeganistão


Compilação:Willy Santos

Se comparado à tantos países do mundo, em termos de prática e divulgação do Evangelho, vivemos em um mar de rosas. Aqui temos toda uma estrutura midiática que nos ajude a propagar nossa fé ; podemos pregar em praças públicas e nas ruas da cidade sem sermos incomodados e, ainda, fazer discípulos nos milhares de templos espalhados pelo país.

Mas o que dizer do 2° país que mais persegue os cristãos no mundo? 

Os cristãos no Afeganistão que falam sobre sua fé enfrentam violência e ameaças de morte. Mas apesar de todos os perigos, o cristianismo continua a crescer.
Conheçamos, de forma resumida, um pouco da sua história, cultura, política e atualidade para o contexto cristão.


A Igreja
O Cristianismo chegou ao Afeganistão nos primeiros séculos da era cristã. Por volta de 400 d.C., já havia um bispo instalado na cidade de Herat. A partir do século XIV, através do conquistador Emir Timur, deu-se inicio à erradicação do cristianismo. A Igreja afegã sofreria também sob outros governos, como o soviético (que comandou o país de 1978 a 1992) e o Talibã (1996-2001). Após assumir o governo do país em 1996, o Talibã impôs duras restrições a outras religiões, proibindo conversões, liberdade de culto e evangelismo. Outro grupo que sofreu sob o governo teocrático do Talibã foi o das mulheres, que foram impedidas de frequentar as mesquitas e de ir à escola, acentuando ainda mais o alto nível de analfabetismo no país.


A perseguição
A Constituição afirma que o Islamismo é a religião oficial do país e que os seguidores de outras religiões têm o direito de professar sua fé e praticar seus ritos e cultos abertamente, desde que dentro dos limites impostos pela lei islâmica (Sharia). Como na maior parte dos países islâmicos, os sunitas são maioria também no Afeganistão, onde os xiitas compõem a segunda maior seita islâmica e o restante da população é dividido entre cristãos, hindus, Bahá’ís e outras seitas oriundas do islamismo.


A conversão de um muçulmano a outra religião é considerada apostasia, sendo punível com a morte em algumas interpretações da lei islâmica no país. O código penal não define apostasia como crime e a Constituição proíbe a punição por crime não definido no código penal, que, no entanto,  afirma que os crimes graves, incluindo a apostasia, seriam punidos de acordo com a Hanafi, jurisprudência religiosa, e manipulados por um procurador-geral do escritório. Cidadãos do sexo masculino com idade acima de 18 e do sexo feminino acima de 16 anos, de mente sã, que se converteram a outra religião que não o islã, têm até três dias para se retratar de sua conversão, ou serão sujeitos a morte por apedrejamento, à privação de todos os bens e posses e à anulação de seu casamento. O mesmo acontece quando o individuo é acusado do crime de blasfêmia.


História e Política -Talibã
Localizado no sul da Ásia, entre a Ásia Central e o Oriente Médio, o Afeganistão foi ao longo de sua história uma rota percorrida por muitos conquistadores, como Alexandre, o Grande, e Gengis Khan, devido à sua posição estratégica na região. Seu conjunto cultural e linguístico é formado pela língua, cultura e religião de povos vizinhos (Paquistão, Índia, Irã, China, Uzbequistão, Turcomenistão, Tadjiquistão), sendo, dessa forma, influenciado pelas culturas grega, persa e hindu. Após sua independência da Grã-Bretanha, em 1919, o Afeganistão passou por pelo menos três tipos de governo: autocracia monárquica (1929-1973), regime comunista (1978-1992) e estado teocrático (1996-2001).
Quando chegou ao poder, em 1996, o Talibã estabeleceu o Emirado Islâmico do Afeganistão, que tinha como principal objetivo político-religioso a implementação da lei islâmica, Sharia. Dessa forma acreditavam conseguir uma unidade nacional e um estado de paz permanente, após anos de guerra civil. Atualmente o sistema de governo adotado pelo Afeganistão é o de República Presidencialista.


População
A população do Afeganistão é de aproximadamente 30 milhões de habitantes. O país é composto por alguns grupos étnicos (turcomanos, uzbeques, tadjiques e hazaras) com práticas linguísticas e culturais diferentes, sendo o principal deles o pashtun, um grupo sunita que representa hoje 42% da população e se localiza ao sul e leste do país. O grupo radical nacionalista islâmico Talibã se origina dessa etnia. A maioria dos xiitas são membros do grupo étnico hazaras, que compõem 1/5 da população do país, tradicionalmente segregada do resto da sociedade por uma combinação de fatores políticos, étnicos e religiosos, alguns dos quais resultaram em conflitos.
Os hazaras acusaram o governo de dar tratamento preferencial aos pashtuns e a outras minorias, ignorando, sobretudo a etnia hazara. O governo fez esforços significativos para enfrentar tensões históricas que afetam a comunidade hazara. Xiitas geralmente são livres para participar plenamente da vida pública. Com as reformas do governo, os hazaras ganharam acesso às universidades, aos empregos públicos e a outras atividades e direitos, sendo que, antes, lhes era negado até o direito de ser alfabetizados.


                                  Meninas de família cristãs queimadas com ácido

ECONOMIA

A economia do país é baseada na agricultura. O governo afegão tem tentado mudar a cultura de plantio e comércio da papoula (entorpecente que tem tornado milhares de cidadãos dependentes químicos e, ao longo dos anos, financiado as ações do Talibã) para o de outras culturas, como feijão e milho, além de receber doações em grãos e dinheiro de outros países e de ter como principais parceiros comerciais os países vizinhos. Devido às destruições geradas pelas seguidas guerras civis, o país é um dos mais pobres do mundo, com um alto nível de analfabetismo, sendo extremamente dependente de doações externas.

ORAÇÃO

Meus irmãos, não se esqueçam de incluir em vossas orações este povo tão sofrido, nas mãos de grupos radicais e leis que beiram o absurdo humano. Não ignorem a intercessão por centenas de irmãos nossos que sofrem cruelmente nas mãos de tiranos implacáveis. Torcemos por um grande avivamento no Afeganistão.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Porque Miguel e Satanás disputaram pelo corpo de Moisés?

Judas versículo 9 refere-se a um evento que não é encontrado em nenhum outro lugar nas Escrituras. Miguel teve de lutar ou disputar com Satanás pelo corpo de Moisés, mas o que isso implicava não é descrito. Uma outra luta angelical é relatada por Daniel, o qual descreve um anjo vindo a ele em uma visão. Este anjo, chamado Gabriel em Daniel 8:16 e 9:21, diz a Daniel que ele foi "resistido" por um demônio chamado "príncipe da Pérsia" até o arcanjo Miguel vir em seu auxílio (Daniel 10:13). Assim, podemos aprender com Daniel que os anjos e demônios lutam batalhas espirituais pelas nações e almas dos homens, e que os demônios resistem aos anjos e tentam impedi-los de fazer a vontade de Deus. Judas nos diz que Miguel foi enviado por Deus para lidar de alguma forma com o corpo de Moisés, o qual o próprio Deus havia enterrado depois da sua morte (Deuteronômio 34:5-6).

Várias teorias têm sido formuladas quanto ao que esta luta sobre o corpo de Moisés era. Uma delas é que Satanás, o acusador do povo de Deus (Apocalipse 12:10), pode ter tentado evitar que Moisés tivesse a vida eterna devido ao pecado de Moisés em Meribá (Deuteronômio 32:51) e ao seu assassinato do egípcio (Êxodo 2:12).

Alguns supõem que a referência em Judas seja a mesma que a passagem em Zacarias 3:1-2: "Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor. Mas o anjo do Senhor disse a Satanás: Que o Senhor te repreenda, ó Satanás." Entretanto, as objeções a essa hipótese são óbvias: (1) A única semelhança entre as duas passagens é a expressão: 'O Senhor te repreenda, ó Satanás!' (2) o nome "Miguel" não é mencionado na passagem em Zacarias. (3) Não há qualquer menção ou alusão feita do "corpo de Moisés" em Zacarias.

Também tem sido suposto que Judas esteja citando um livro apócrifo que continha esta narrativa e que isso serve para confirmar que a narrativa é verdadeira. Orígenes (c. 185-254), um estudioso e teólogo cristão primitivo, menciona o livro "A Assunção de Moisés" como existente em seu tempo, contendo essa mesma narrativa sobre a disputa entre Miguel e o diabo pelo corpo de Moisés. Esse livro, agora perdido, era um livro judeu grego e Orígenes supôs que esta era a fonte da narrativa em Judas.

A questão essencial é, então, se a história é "verdadeira". Qualquer que seja a origem da narrativa, Judas de fato aparenta referir-se à disputa entre Miguel e o diabo como verdadeira. Ele fala dela da mesma forma em que teria feito se tivesse falado da morte de Moisés ou de quando ele feriu a rocha. E quem pode provar que não é verdade? Qual a evidência de que não é? Há muitas alusões aos anjos na Bíblia. Sabemos que o arcanjo Miguel é real, há menção frequente do diabo e há inúmeras afirmações de que os anjos bons e maus fazem parte de transações importantes na terra. Como a natureza dessa disputa particular sobre o corpo de Moisés é totalmente desconhecida, a conjetura é inútil. Não sabemos se houve uma discussão sobre a posse do corpo, o enterro do corpo ou qualquer outra coisa.

No entanto, há duas coisas que sabemos com certeza: primeiro, a Escritura é inerrante. A inerrância das Escrituras é um dos pilares da fé cristã. Como cristãos, temos o objetivo de nos aproximar das Escrituras com reverência e oração, e quando encontramos algo que não entendemos, oramos mais, estudamos mais e, se a resposta ainda nos escapa, humildemente reconhecemos nossas próprias limitações em face da perfeita palavra de Deus.

Segundo, Judas 9 é a suprema ilustração de como os cristãos devem lidar com Satanás e seus demônios. O exemplo de Miguel se recusando a pronunciar uma maldição sobre Satanás deve ser uma lição para os cristãos em como se relacionar com as forças demoníacas. Os crentes não devem enfrentá-los, mas sim buscar o poder de intervenção do Senhor contra eles. Se um ser tão poderoso quanto Miguel deixou que o próprio Deus lidasse com Satanás, quem somos nós para tentar censurar, expulsar ou comandar os demônios?

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