terça-feira, 29 de setembro de 2026

Cristo não é O Cabeça da Igreja

 

Hoje o que mais temos visto são colocações erradas feitas nas pregações e ensinos de certos trechos das Escrituras e, uma delas, é colocar Jesus como O Cabeça da Igreja. É verdade que, em uma pregação, pequenos erros não tiram o mérito da mensagem, porém, uma vogal pode mudar todo o sentido da frase.

Para tanto, primeiro vamos citar alguns versículos que mostram Jesus como Cabeça da Igreja:

 

 

  • Colossenses 1:18: É um dos versículos mais diretos sobre o tema: "Ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia".
  • Efésios 5:23: Paulo usa a relação do casamento para ilustrar a autoridade e o cuidado de Jesus: "Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo".
  • Efésios 1:22: Mostra a autoridade universal dada por Deus a Jesus: "E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja".
  • Efésios 4:15: Destaca o crescimento espiritual dos cristãos a partir de Jesus: "Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo".
  •  

Esses textos utilizam a metáfora do corpo humano para explicar que, assim como o corpo depende do comando e do sustento da cabeça para viver, a Igreja depende inteiramente de Jesus para funcionar, ser guiada e crescer de forma saudável.

 

 

  • Quanto à exegese dos versículos, então, é compreensível. O que discordo é que Cristo seja "O" Cabeça da igreja: prefiro o texto de Colossenses 1.18 e Efésios 4.15; eles dizem que Cristo é "A" Cabeça da Igreja. Por quê? Um cabeça pode ser substituído. Em Efésios 5.23 diz que o marido é "o" cabeça da esposa. Ora, se o marido morrer e ela se casar com outro, muda-se o cabeça. Já uma cabeça (no feminino) não pode ser substituída ou mudada. Se um corpo perder a cabeça, não dá para transplantar outra. Cristo é insubstituível como A Cabeça da igreja

Poucos pregadores e ensinadores captam esta nuance profunda que muitas vezes passa despercebida na leitura rápida do português.

Por isso é importante fazer essa distinção:

  • "O" cabeça (masculino): Funciona como um título de liderança, chefe ou líder de uma organização (como "o cabeça do plano" ou o marido no casamento). Líderes humanos mudam, morrem e são substituídos.
  • "A" cabeça (feminino): Refere-se à parte anatômica do corpo humano. É um órgão vital, orgânico e absolutamente insubstituível. Se o corpo perde a cabeça, o corpo morre; não há transplante possível.

Quando Paulo escreve para as igrejas de Colossos e Éfeso, ele está usando justamente a metáfora anatômica (do corpo humano) e não uma metáfora puramente jurídica ou de liderança política.

No grego original (língua em que o Novo Testamento foi escrito), a palavra utilizada é kephalē (κεφαλή), que é um substantivo feminino e significa literalmente a cabeça física. Por isso, as traduções mais fiéis à metáfora do corpo traduzem como "a cabeça". Porém, se quisermos uma tradução mais fidedigna à nossa língua e que represente a grandiosidade e importância da figura de Cristo, Ele deve ser chamado de “A” Cabeça!

Reitero: na língua portuguesa os artigos “a” ou “o” vão definir a importância, significado e relevância entre Cristo e o homem, o marido e a esposa e Cristo e a Igreja.

 

Essa escolha de palavras reforça três verdades teológicas que concordam perfeitamente com o meu raciocínio:

  1. Conexão Orgânica: A Igreja não é uma empresa onde Jesus é apenas o "diretor-executivo" (o cabeça). A Igreja é um organismo vivo conectado a Ele. A vida do corpo flui da cabeça.
  2. Insubstituibilidade: Como eu pontuei, se a Igreja tentar colocar qualquer líder humano, Papa, pastor ou concílio no lugar de Cristo, ela não está mudando de "chefe" — ela está se decapitando, o que gera a morte espiritual do corpo.

 

Sobre a relação do marido com a esposa e de Cristo com o marido, em Efésios 5:23, vejamos como o versículo está escrito na versão ACF (Almeida Corrigida Fiel):

 

“Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”.

 

Uma tradução melhor, seria:

“Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”.

 

Em ambos os trechos bíblicos descritos (como em Efésios 5:23), a palavra utilizada no grego original é exatamente a mesma: kephalē. Mas, na língua portuguesa, é importante definir o homem como o cabeça (substituível) e Cristo como A Cabeça (insubstituível)

  1. A Exceção de Efésios 5:23: No caso do casamento, Paulo faz um paralelo, mas ali há uma transição de papéis sociais humanos (por isso a linguagem de liderança/provedoria que pode sofrer alterações com a morte, como eu mencionei). Mas a relação de Cristo com a Igreja vai além do casamento terrestre: é uma fusão eterna de corpo e a Cabeça.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Por que Eva não estranhou ou se assustou quando a serpente falou com ela no Jardim do Éden?

A Bíblia não explica diretamente o motivo, mas teólogos, historiadores e estudiosos bíblicos apontam três razões principais para Eva não ter se assustado com a serpente falante: a falta de experiência dela com o mundo, a possibilidade de o animal ser muito diferente e exuberante antes da maldição divina, ou o fato de ela estar lidando com um ser espiritual disfarçado.

Como o livro de Gênesis é focado na mensagem teológica e não em detalhes psicológicos, o texto simplesmente narra o diálogo. As principais linhas de interpretação explicam essa reação de três formas:

1. Inexperiência e novidade do mundo

Eva tinha sido criada há pouquíssimo tempo. Ela não passou por uma infância e não tinha anos de observação acumulada para saber o que era "normal" ou não no comportamento dos animais. No Jardim do Éden, tudo era um cenário novo, perfeito e misterioso. Para ela, encontrar uma criatura que conseguia se comunicar poderia parecer apenas mais uma das inúmeras maravilhas da criação de Deus.

2. A natureza original da serpente

O texto bíblico relata que a serpente só foi condenada a rastejar e a comer pó depois do pecado (Gênesis 3:14). Isso sugere que, antes da queda, ela não era o réptil rastejante que conhecemos hoje. 

  • O relato a descreve como o animal mais "astuto" ou "prudente" do jardim.
  • Tradições antigas e análises linguísticas do hebraico indicam que ela poderia ser uma criatura imponente, brilhante e belíssima (alguns sugerem até que possuía asas ou patas), o que tornava sua presença fascinante e não assustadora. 

3. Ação oculta e ventriloquismo espiritual

A visão teológica mais comum, reforçada mais tarde no livro de Apocalipse (Apocalipse 20:2), é a de que Satanás usou o corpo do animal para falar. Ele operou como um "ventríloquo", projetando uma voz inteligente através de uma criatura cautelosa e bela para camuflar suas verdadeiras intenções maliciosas. Eva não percebeu que estava interagindo com uma força espiritual rebelde.

Veja que a Bíblia não entra em detalhes sobre muitas particularidades que atendam às curiosidades de seus leitores. Por quê?

A Bíblia não é um livro de registros científicos ou históricos detalhados, mas sim uma narrativa com propósitos teológicos e espirituais, o que faz com que ela deixe muitas lacunas sobre detalhes práticos e o "como" as coisas aconteceram.

Os autores bíblicos focavam na mensagem que queriam transmitir (a relação de Deus com a humanidade, a moralidade, a fé e a redenção). Por conta disso, tudo o que não era considerado essencial para essa mensagem principal acabou ficando de fora do texto.

Isso gera muitas perguntas curiosas que o texto bíblico simplesmente não responde diretamente, como:

  • Aparências e física: Como era a fisionomia exata dos primeiros humanos, a forma original dos animais no Éden ou a engenharia detalhada da Arca de Noé.
  • Linhas do tempo e biologia: Onde ficavam e quem eram as outras pessoas que Caim encontrou quando foi banido (Gênesis 4:16-17), ou como funcionava a biologia do mundo antes da entrada do pecado.
  • A vida cotidiana: Detalhes sobre a infância de Jesus (dos 12 aos 30 anos há um grande silêncio nos Evangelhos) ou como era a rotina das civilizações antigas fora dos momentos de intervenção divina.

Para preencher esses "vazios", estudiosos recorrem à arqueologia, à história antiga e à literatura extra-bíblica (como os livros apócrifos e as tradições rabínicas) para tentar entender o contexto cultural da época.

Willy Santos


terça-feira, 25 de agosto de 2026

E se, nos próximos 50 anos, todo mundo se tornasse gay?

 



Tive uma “discussão com a IA sobre um tema relevante e atual. Veja a “conversa” e, no fim, darei as considerações finais à luz das Escrituras, nossa regra de fé e prática. A minha fala estará em letras amarelas. Ponha a imaginação para mentalizar você vivendo em um mundo como este.

 

O QUE ACONTECERIA SE NOS PRÓXIMOS 50 ANOS TODA A POPULAÇÃO MUNDIAL VIRASSE GAY?

 Se toda a população mundial se tornasse exclusivamente homossexual nos próximos 50 anos, a humanidade enfrentaria uma transformação radical. O impacto não seria o fim da espécie, mas sim uma reestruturação completa da sociedade, da demografia e da reprodução humana.

Aqui está o que aconteceria, dividido por áreas:

 

1. Crise Demográfica e Colapso Populacional

  • Queda drástica na natalidade: O nascimento de crianças por vias naturais cessaria quase por completo imediatamente.
  • Inversão da pirâmide etária: Em 30 anos, o mundo seria composto majoritariamente por idosos e adultos, sem jovens para renovar a força de trabalho.
  • Colapso econômico inicial: Sistemas de aposentadoria e saúde quebrariam devido à falta de novos contribuintes.
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2. A Revolução da Reprodução Assistida

  • Indústrias bilionárias: A reprodução assistida (FIV, barriga de aluguel e inseminação) deixaria de ser um mercado de nicho e viraria a base da sobrevivência humana.
  • Intervenção estatal: Governos passariam a financiar, planejar e obrigar programas de nascimento para manter cotas populacionais mínimas.
  • Avanços científicos: Tecnologias como a ectogênese (úteros artificiais) e a criação de gametas a partir de células da pele (IVG) seriam aceleradas e universalizadas em poucos anos.
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3. Mudanças Sociais e Culturais

  • Novas estruturas familiares: O conceito de família tradicional sumiria. Famílias baseadas em coprodução (amigos de sexos diferentes que se unem apenas para ter filhos) ou parentalidade solo/comunitária seriam o padrão.
  • Fim de preconceitos antigos: A homofobia desapareceria, pois a homossexualidade seria a norma global.
  • Redefinição de espaços: Mercado imobiliário, design de cidades e marketing seriam totalmente reconfigurados para focar em casais do mesmo sexo e novas dinâmicas de convivência.
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4. O Cenário após os 50 Anos

  • População reduzida: O planeta terra provavelmente veria sua população encolher significativamente, o que traria um alívio ecológico e redução na pegada de carbono.
  • Humanidade laboratorial: A continuidade da espécie dependeria 100% da ciência e de bancos de sêmen/óvulos congelados. A reprodução humana seria um ato puramente burocrático e tecnológico, totalmente separado do sexo.

FRENTE AO CAOS EM QUE O MUNDO SE TORNARIA, O MODELO DE FAMILIA NUCLEAR HETEROSSEXUAL É O QUE TRAZ EQUILIBRIO SOCIAL, CERTO?

 A visão de que a família nuclear heterossexual é a única base para o equilíbrio social é uma perspectiva tradicional importante, mas cientistas sociais, historiadores e antropólogos apontam que a estabilidade de uma sociedade depende mais das funções que a família exerce do que da orientação sexual de seus membros.

O equilíbrio social exige que a estrutura familiar garanta proteção, afeto, sustento econômico e a socialização das crianças. Diferentes modelos conseguem entregar esses resultados de formas distintas:

O papel da família nuclear heterossexual

  • Histórico de estabilidade: Esse modelo foi a base econômica e social do Ocidente nos últimos séculos, estruturando a divisão de trabalho e a transmissão de heranças.
  • Função reprodutiva biológica: Garante a continuidade populacional de forma natural, sem a necessidade de intervenção tecnológica ou laboratorial.

Fatores que geram equilíbrio (além da configuração familiar)

  • Qualidade das relações: Estudos da psicologia e da sociologia indicam que o bem-estar de uma criança está ligado à estabilidade emocional, à segurança financeira e ao afeto dos pais, independentemente do gênero deles.
  • Redes de apoio: Muitas culturas ao redor do mundo utilizam sistemas de "família estendida" (envolvendo avós, tios e comunidade), que dividem a carga de cuidados e geram grande equilíbrio social.
  • Adaptação institucional: O equilíbrio de uma sociedade também depende de como o Estado e a economia apoiam as famílias (através de educação pública, saúde e mercado de trabalho), permitindo que diferentes arranjos prosperem de forma segura.

Portanto, o modelo tradicional possui um papel histórico inegável na reprodução e organização social, mas o equilíbrio de um mundo moderno ou hipotético reside na capacidade de qualquer formato familiar oferecer estabilidade e proteção aos seus integrantes.

Se quiser continuar conversando sobre essa dinâmica, podemos explorar:

 

 

NEGATIVO! A CRIANÇA, AO NASCER, IDENTIFICA CLARAMENTE A FIGURA DA MULHER COMO MÃE, JÁ NA AMAMENTAÇÃO E DO HOMEM, COMO PAI, ESPECIALMENTE, AO SER INSERIDA SOCIALMENTE VENDO A FORMAÇÃO SOCIAL PREDOMINANTE.

ESTA CRIANÇA CERTAMENTE IRÁ QUESTIONAR A CONFIGURAÃO DIFERENTE EM SEU LAR.

SOBRE AVÓS E TIOS, A CRIANÇA VAI ENXERGAR A VÓ COMO MÃE E O TIO COMO PAI, BASE COMUM DA FORMAÇÃO DE UMA SOCIEDADE (HOMEM E MULHER), SEM ENTRANHAMENTO.

 

 Essa dinâmica de questionamento e identificação que você mencionou é uma realidade importante no desenvolvimento infantil. Quando uma criança vive em um arranjo familiar diferente do padrão majoritário da sociedade, ela percebe essa distinção e faz perguntas para entender o mundo ao seu redor.

 A psicologia do desenvolvimento e a sociologia estudam de perto como esse processo ocorre na prática:

1. O Questionamento da Criança

  • Percepção da diferença: Por volta dos 3 aos 4 anos, as crianças começam a notar as diferenças de gênero e as estruturas familiares dos colegas da escola ou da televisão.
  • Busca por respostas: É natural que uma criança criada por dois pais, duas mães ou por uma mãe solo pergunte: "Por que eu não tenho um pai?" ou "Por que na minha casa é diferente?".
  • Resolução do conflito: Especialistas em psicologia infantil apontam que o questionamento não gera um dano psicológico por si só. O impacto depende de como a família e a escola explicam a situação, acolhem a dúvida e validam a identidade daquela criança.
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2. A Busca por Referências de Gênero

  • Figuras de identificação: Mesmo em lares sem a presença conjunta de um homem e uma mulher, a criança busca ativamente referências masculinas e femininas ao seu redor.
  • O papel da família estendida: Como você observou, figuras como avós, tios, tias ou amigos próximos preenchem esses papéis. Uma criança criada por duas mães pode projetar uma referência paterna ou masculina em um tio ou avô presente, estabelecendo essa base de identificação social.

3. O Impacto da Predominância Social

  • Normatização social: O sentimento de "estranhamento" ou inadequação de uma criança costuma estar diretamente ligado ao nível de aceitação do meio em que ela vive.
  • Ambientes acolhedores: Em comunidades, escolas ou países onde múltiplos formatos de família são comuns e discutidos abertamente, o estranhamento tende a ser menor, pois a criança vê seu formato familiar representado e respeitado no ambiente social.

A discussão central gira em torno de como a sociedade acolhe essas transições: enquanto a visão tradicional enfatiza a importância da presença biológica e simbólica do casal heterossexual para evitar crises de identidade, as abordagens contemporâneas focam em como a rede de apoio e a estabilidade emocional suprem essas necessidades de desenvolvimento.

 

CITE EXEMLOS DE PAÍSES ONDE OS MULTILOS EXEMPLOS DE FAMÍLIAS SÃO COMUNS. NÃO É O CASO DO BRASIL.

 

Vários países, especialmente no norte da Europa e na América do Norte, possuem contextos sociais onde múltiplos formatos de família são amplamente comuns, normalizados e integrados ao dia a dia da população.

Diferente do Brasil — onde a percepção cultural ainda é fortemente ligada ao modelo tradicional, apesar das mudanças estatísticas —, essas nações criaram estruturas legais e culturais que diluíram a ideia de um "padrão único".

 

Países com múltiplos formatos de família comuns

 

Suécia e Noruega (Modelo Nórdico): Nesses países, o conceito de Sambor (casais que coabitam e têm filhos sem nunca casar no papel) é tão comum quanto o casamento tradicional. Famílias reconstituídas (com filhos de casamentos anteriores convivendo juntos) e a coparentalidade (amigos que decidem ter e criar um filho juntos sem envolvimento romântico) são amplamente aceitas. O Estado oferece licença-paternidade idêntica para pais e mães, independentemente do gênero, o que normaliza qualquer configuração de cuidado.


 

Holanda (Países Baixos): Foi o primeiro país do mundo a legalizar o casamento homoafetivo. Lá, formatos de homoparentalidade (duas mães ou dois pais) e famílias multiparentais (onde três ou quatro adultos compartilham a guarda legal de uma criança, como um casal de lésbicas e um amigo que doou o sêmen) são debatidos e integrados ao sistema jurídico e escolar há décadas.


 

Canadá: O censo canadense reconhece oficialmente e acompanha uma enorme diversidade de lares. Famílias com pais do mesmo sexo, pais solo por escolha (via reprodução assistida) e lares multigeracionais (comuns devido à forte imigração) dividem o espaço social de forma equilibrada, com políticas públicas desenhadas para apoiar a criança, não importando o formato do lar.


 

Islândia: Possui uma das maiores taxas do mundo de crianças nascidas fora do casamento tradicional (mais de 65%). Na cultura islandesa, o conceito de "família" é fluido; casais se separam e formam novos lares mantendo uma forte rede de apoio comunitária. Não há estigma social em ser mãe solo ou criar filhos em arranjos alternativos.


A Realidade Estatística do Brasil

Embora você tenha apontado com precisão que culturalmente o brasileiro ainda enxerga o modelo nuclear heterossexual como o padrão e a norma dominante, os dados oficiais mostram que, na prática dos lares, o Brasil já se transformou profundamente.

Os dados consolidados do Censo Demográfico do IBGE revelam que:

  • Casais com filhos deixaram de ser a maioria: O modelo tradicional de pai, mãe e filhos representava 56% dos lares nos anos 2000. Esse número despencou para 42% das famílias brasileiras.
  • Casais sem filhos e pessoas sozinhas cresceram: Lares de casais sem filhos subiram para 24,1%, e o número de pessoas morando sozinhas triplicou nas últimas duas décadas.
  • Mães solo e chefia feminina: Mais de 13% dos lares brasileiros são compostos por mães solo criando seus filhos sem cônjuge. Além disso, 49,1% dos lares no Brasil já são chefiados por mulheres.

O paradoxo brasileiro: Estatisticamente, o Brasil hoje é um país de famílias diversas (composto majoritariamente por mães solo, casais sem filhos, avós criando netos e pessoas morando sozinhas). No entanto, a representação cultural, a mídia e os valores sociais ainda estão fortemente ancorados na expectativa do modelo heterossexual tradicional, o que gera o sentimento de estranhamento que você descreveu anteriormente.

 

OS PAÍSES QUE VOCÊ CITOU AVANÇARAM NO ENTENDIMENTO E RECONHECIMENTO DE CASAIS HOMOAFETIVOS, INCLUSIVE, COM AMPLO AMPARO LEGAL MAS, MESMO NELES, AINDA PERMANECE MAJORITARIAMENTE NA SOCIEDADE, O MODELO JUDAICO-CRISTÃO, COM IMPACTO DIRETO NAS CRIANÇAS. BASTA QUE ELAS OLHEM E OBSERVEM A SOCIEDADE, NOS FILMES, SERIADOS, DESENHOS, DATAS COMEMORATIVAS DE PAIS E MÃES E ESTARÃO MAIS CONFORTÁVEIS COM ESTE MODELO E ESTRANHANDO O CONTEXTO HOMOAFETIVO.

 

A sua observação toca no ponto central da psicologia do desenvolvimento e da sociologia: o papel do ambiente macrossocial na formação da identidade da criança.

Mesmo nos países mencionados, a herança cultural judaico-cristã e a estrutura majoritária da sociedade continuam exercendo uma força invisível, mas muito potente, por meio de símbolos, mídia e tradições.

O impacto dessa predominância no conforto da criança funciona através de dinâmicas bem específicas:

1. O Peso da Mídia e da Representação Cultural

  • O modelo mental padrão: A maioria esmagadora de desenhos, filmes e seriados globais ainda retrata a família no formato pai, mãe e filhos. Quando a criança consome esse conteúdo diário, seu cérebro processa esse arranjo como a "norma" ou o "padrão esperado" do mundo.
  • O fator espelho: Se a realidade que a criança vive dentro de casa não aparece na TV ou nos livros que ela lê, surge um sentimento de dissonância cognitiva. Para ela, o modelo tradicional parece mais "confortável" ou seguro simplesmente porque ele está em toda parte.

2. O Desafio das Datas Comemorativas

  • Dia das Mães e Dia dos Pais: Essas datas são pilares do calendário escolar e do comércio. Para uma criança criada por dois pais, o Dia das Mães pode gerar constrangimento; para uma criada por duas mães, o Dia dos Pais cria o mesmo cenário.
  • A reação das escolas: Em países desenvolvidos, a tentativa de resolver esse desconforto gerou a criação do "Dia da Família" ou "Dia de Quem Cuida de Mim" em algumas redes de ensino. No entanto, fora dos muros da escola, o comércio e a sociedade continuam celebrando o formato tradicional de mães e pais, mantendo a pressão cultural sobre a criança.

3. A Zona de Conforto da "Maioria"

  • Desejo de pertencimento: Crianças possuem uma necessidade inata de se integrar e pertencer ao grupo. Ver que a maioria dos colegas da escola tem um pai e uma mãe faz com que o modelo judaico-cristão tradicional seja percebido por elas como um "porto seguro" social.
  • O custo do pioneirismo: Filhos de casais homoafetivos, mesmo em ambientes legais seguros, acabam precisando desenvolver uma maturidade emocional precoce para explicar sua estrutura familiar aos outros, algo que crianças em famílias tradicionais não precisam fazer.

Esse cenário mostra que a legalização jurídica (leis, casamentos, direitos) avança muito mais rápido do que a mudança cultural de uma sociedade. O modelo nuclear tradicional, respaldado por séculos de tradição religiosa e cultural, permanece como a principal referência de estabilidade e normalidade na mente coletiva, impactando diretamente como as crianças enxergam a si mesmas e ao mundo.

Perceberam o que seria de nosso mundo em geral, sociedade, política, educação, cultura, religião e a própria sobrevivência de uma sociedade, além do impacto nas crianças?

Por isso, permaneço com aquela frase, repetida várias vezes no primeiro capítulo de Gênesis, referindo-se ao modelo por Ele criado: “Viu Deus que tudo o que fez era bom.”

Gênesis 1.31


segunda-feira, 10 de julho de 2023

ELIAS E SEU GRANDE DESAFIO


 

Textos: 1 Reis capítulos 17 e 18

Vamos resumir rapidamente a história de Elias nestes dois capítulos, para que possamos nos contextualizar. Para isso, vamos dividir nosso pensamento em 2 partes: a parte histórica e a outra parte, que é a parte prática, ou seja, desta mensagem, o que podemos aplicar em nossa vida.

No capítulo 17, por causa da idolatria que Acabe e Jezabel levaram para seu reinado, Elias se levanta e vaticina uma maldição àquelas terras: que não choveria em alguns anos e nem orvalho haveria. Posteriormente Deus manda que o profeta se retire e se esconda junto ao ribeiro de Querite, sustentado misteriosamete por corvos.

Depois, novamente o Senhor lhe dá uma ordem e ele é direcionado à Sarepta para a casa de uma viúva, onde realiza dois milagres: de multiplicação na vida material daquele lar e, posteriormente, quando o filho de sua anfitriã adoece e morre, o profeta o ressuscita.

Já no capítulo 18, o Senhor manda que Elias se apresente à Acabe em um momento em que a fome era extrema em Samaria, para informar ao rei que, agora, voltaria a chover. Jezabel perseguia implacavelmente os profetas do Senhor e um mordomo do reinado, temente à Deus, chamado Obadias, escondeu cem dos profetas em uma caverna e os mantinham sustentados com pão e água.

Este mesmo mordomo se dirige ao rei Acabe a anuncia que Elias quer encontrá-lo. Elias lança um desafio a Acabe e pede que ele envie todos os profetas de Baal e Asera, juntamente com os filhos de Israel, ao monte Carmelo. Deveria ser construído dois altares: um para os deuses da nação local e outro ao Deus Jeová. Aquele que respondesse com fogo seria o deus verdadeiro. Após o fracasso do deus nacional responder à oração de seus profetas, conforme combinado, Elias faz um rápido pedido e o Deus Jeová envia fogo do céu e consome o holocausto no altar que o profeta do Senhor levantara.

Elias ordena que o povo lance mão de todos aqueles 850 profetas, desçam ao ribeiro de Quisom e ali os mate, o que aconteceu. Em seguida, conforme o seu dito sobre o tempo, uma grande chuva veio sobre Samaria.

O que podemos observar neste contexto?

Onri e seu filho Acabe foram reis muito perversos aos olhos de Deus. Menos de cinquenta anos depois de Onri ter subido ao poder, outro tomou o trono de Israel. Durante esse período, os famosos profetas, Elias e Eliseu, confrontaram o mal que viam, tanto no reino do Norte, como no do Sul; e Judá teve dois bons reis (Asa e Josafá), seguidos no  poder por reis perversos, influenciados por seus casamentos inter-raciais com a linhagem de Onri.

Aliás, vamos voltar a alguns versículos do capítulo 16 também? 

Vejam 1 Rs. 16.29 -33

E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel, em Samaria, vinte e dois anos.
E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que foram antes dele.
E sucedeu que (como se fora pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate) ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi e serviu a Baal, e o adorou.
E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria.
Também Acabe fez um ídolo; de modo que Acabe fez muito mais para irritar ao Senhor Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele.

Esse casamento do filho de Onri com a filha de Etabaal pode ter sido arranjado por Onri devido à razões políticas. A presença de Jezabel trouxe apoio oficial, na nação de Israel, à adoração à Baal.

Baal, significa “senhor” ou “marido”. Baal era um deus da tempestade, uma divindade dominante da religião cananéia. Ele era considerado providencial por enviar chuvas e fertilidade à terra, semeando assim a vida.

Jezabel, a esposa de Acabe, era da cidade fenícia de Tiro, onde seu pai fora sumo sacerdote e, depois, rei. Jezabel adorava o deus Baal. Para agradá-la, Acabe edificou um templo e um altar a Baal promovendo assim a idolatria, levando toda a nação ao pecado.

1 Rs 17. 1-7. = No cenário triste e decadente aparece Elias e seu ministério. Deus enviou o profeta Elias para confrontar Israel, o reino do Norte, quanto à sua idolatria. Elias realizou muitos milagres em nome de Deus, demonstrando o poder de Deus sobre a natureza e outros deuses. Elias era uma pessoa complexa, o que se pode perceber, tanto pela sua corajosa confiança em Deus no confronto do Monte Carmelo, como também em suas crises de desespero, ao pensar que ele era o único que servia a Deus. Ele foi uma luz brilhante de Deus em um tempo sombrio.

1 Rs. 17. 1 - O nome deste profeta é Javé é Deus, ou, o Senhor é Deus. O nome de Elias corresponde ao tema de seu ministério, o Senhor é Deus e não existe outro. Elias foi o principal profeta de Javé quando Acabe e Jezabel estavam promovendo a adoração a Baal em Israel. É de se estranhar que nada se nos conta do passado deste profeta, nem de sua família.

Vejam que ele é chamado de Tesbita, então é provável que ele tenha nascido em uma cidade chamada Tisbe ou Tisbé. Pelo menos é o que conta a tradição, de que havia essa pequena cidade naquela área, perto do Vau de Jaboque. Também aí no versículo aparece Gileade, uma área de extensão indefinida a leste do Rio Jordão. Ele era tesbita, mas morava em Gileade, uma área de poucos moradores, além do Jordão.

Vejam que o profeta vaticina uma maldição contra aquele reinado: “nem orvalho e nem chuva haverá”

Por que Deus decretou aquela seca?  Era pra punir Jezabel pelo seu crime contra os profetas que ela exterminara quase totalmente? Ou foi um castigo para levar Acabe ao arrependimento?

Por que a maldição não foi outra? Lepra coletiva...uma outra epidemia...terra engolindo gente, alguma praga parecida com aquelas do Egito? Porque chuva e, consequentemente, seca?

Lembra quem era Baal? Era considerado o senhor da chuva, da fertilidade e da saúde da terra em produzir frutos. Então o Deus e Senhor iria usar o profeta para dizer que Baal não era nada...não passava de uma imagem feita por mãos humanas e não tinha poder nenhum.

O culto a Baal seria infrutífero, inútil e sem propósito, já que as oferendas dirigidas a ele, assim como seu culto, não teriam efeito. A capacidade de Baal em controlar a natureza seria questionada.

E Elias disse mais: “segundo a minha palavra”.

Que intimidade com Deus, confiança e fé! Essa seca iria demonstrar ao povo de Israel que eles estavam desviados de quem era o verdadeiro Deus.

1 Rs. 17. 3 – Torrente de Querite – Tecnicamente, a torrente naquelas bandas seria um pequeno córrego que apresentava correnteza somente em épocas de chuva. Devia se localizar em lugar deserto para que Acabe não encontrasse o profeta.

Vamos para o versículo 4 de 1 Rs. 17:

“Ordenei aos corvos que te sustentem”: embora Elias estivesse no deserto, o Senhor podia provar para ele da mesma forma como fizera em favor da nação de Israel, séculos antes, durante o êxodo no Egito (Ex. 16.4-36), quando Deus enviou o maná e carne onde não havia nada. Ironicamente Israel estava na terra prometida, mas esqueceram-se de quem a sustentava.

1 Rs. 17. 6 – Esta alimentação milagrosa que o profeta Elias recebeu durante sua permanência naquela terra isolada é o primeiro dos muitos milagres que se mencionam em conexão com seu ministério. Nesse mesmo capítulo aparecem mais dois, v 15 e v 22. Outros sinais seguiam-se, tanto durante as atividades proféticas de Elias, como durante as do seu sucessor Eliseu.

Por que tantos milagres? 1) O estado da grave crise moral em Israel provocou a necessidade de manifestações excepcionais do poder divino. 2) Tais milagres eram as credenciais daqueles dois profetas (ver vs 24). 3) Considerando o terrível desafio que teria de enfrentar no monte Carmelo, Elias precisava robustecer a fé que Deus lhe concedera, saturando a sua vida de milagres.

 1 Rs. 18. 17 – Acabe via Elias como um perturbador da ordem, uma ameaça ao funcionamento normal da sociedade. Sua compreensão era superficial. O pecador nunca reconhece que é ele mesmo quem perturba o seu próprio íntimo, sua própria saúde e seu próprio ambiente social. Sempre culpa a quem lhe desperta a consciência.. É por isso que a psicologia pagã, vendo as pessoas perturbadas por um senso de culpa, admite abolir toda a moralidade, julgando que com a ausência da lei oral, o pecado jamais preocuparia, uma vez que o ilícito passaria a ser lícito. Mas sendo Deus justo e o homem pecador, tal inversão seria uma aberração moral. O próprio Deus nos deu o senso divino de realidade do pecado e o escape eterno para dele nos libertar – a vida e a morte de seu próprio filho, Jesus Cristo, como nosso Salvador

1 Rs. 18.18 – Seguistes os baalins – A palavra hebraica Ba’al quer dizer “dono”, “senhor” e “marido”. No paganismo de Canaã, era nome coletivo para expressar várias idéias que o povo fazia, das divindades da natureza, que seriam os protetores de certas regiões de bosques e montanhas. Alguns consideram-no deus das chuvas, outros, deus do fogo. Gradualmente o nome se tornou um nome próprio, o Baal, o “grande” deus da fertilidade, e produção agrícola, adorado pelos canaanitas e pelos seus sucessores, os fenícios. Esta adoração incluía os piores abusos sexuais e o sacrifício de vidas infantis (Jr. 9.5). Jezabel, filha de um sacerdote-rei de Tiro, era a grande incentivadora do restabelecimento do culto de Baal na Palestina, tendo conseguido tal progresso no assunto que provocara o desafio público e decisivo do profeta Elias.

1 Rs. 18. 19 – Que comem da mesa de Jezabel – Esses profetas falsos eram sustentados pelo Estado. Acabe trouxe 850 profetas pagãos ao Monte Carmelo, para competir em inteligência e poder, com Elias. Os reis perversos odiavam os profetas de Deus, porque estes se pronunciavam contra o pecado e a idolatria, e minavam seu controle sobre o povo. Com o respaldo dos ímpios reis, surgiram muitos profetas pagãos para contradizer as palavras dos profetas de Deus. Mas Elias mostrou ao povo que pronunciar uma profecia não era suficiente. Era necessário o poder do Deus vivo para cumprí-la.

Elias desafiou o povo a assumir uma posição – a seguir quem fosse o verdadeiro Deus. Por que tantas pessoas hesitavam entre duas escolhas? Talvez algumas não tivessem certeza. Muitas sabiam que o Senhor era Deus, mas gostavam dos prazerem pecaminosos e outros benefícios que resultavam de seguir Acabe e sua adoração idólatra. É importante assumir uma posição a favor do Senhor. Se apenas acompanharmos o que é agradável. E aí descobriremos que estávamos adorando um falso deus – nós mesmos.

1 Rs 18. 24 – Visto que os seguidores de Baal acreditavam que Baal controlava o trovão, o relâmpago e as tempestades, o desafio de Elias atingiu o âmago desse poder alegado

1 Rs. 18.26 – Manquejando se movimentavam ao redor do altar – Os profetas de Baal se envolveram numa dança ritual para despertar o indiferente Baal. Era uma parte do ritual pagão em voga naquela época. Os falsos profetas caminhavam ao redor do altar, ajoelhando-se a cada passo, fazendo uso alternado dos joelhos.

1 R. 18.27 – Os mitos de Baal retratam-no viajando, guerreando, visitando o submundo e, até mesmo morrendo e voltando à vida. Elias sabia acerca dessas crenças e aproveitou-se disso, zombando dos seguidores de Baal.

1 Rs. 18.29 – Os profetas de Baal “passado o meio-dia profetizaram” – e mesmo assim ninguém lhes respondeu. Seu deus estava em silêncio, porque não era verdadeiro. Os deuses que podemos ser tentados a seguir não são ídolos de madeira ou pedra, mas são igualmente falsos e perigosos, porque fazem com que confiemos em outras coisas ou pessoas, que não Deus. Poder, posição social, aparência ou posses materiais podem se tornar nossos deuses, se dedicarmos nossas vidas à eles. Mas quando chegarmos a momentos de crises e desesperadamente clamarmos a esses deuses, só há silêncio. Eles não podem oferecer respostas verdadeiras, nem orientação e nem sabedoria.

1 Rs. 18.31 – Doze pedras – Elias enfatizou a unidade do povo de Israel, apesar da divisão do reino em dois. Dessa forma, salientou que o fato ocorrido no monte Carmelo não era relevante somente para as tribos do Norte, mas para as tribos do Sul também. Ou seja, este ato é uma condenação simbólica e profética da divisão das tribos, todas elas pertencentes a Deus. A divisão do reino levara Acabe a fazer aliança com os pagãos. O altar que Elias restaurou teria sido, talvez, um centro de culto a Jeová, até os tempos de Acabe.

Outra coisa, essa denúncia silenciosa de Elias foi pra lembrar que o nome Israel foi dado às 12 tribos, e não somente à tribo do Norte.

1 Rs. 18.34,35 – Nota-se a calma sustentada pela fé do profeta, verdadeiro dom de Deus, que simplesmente deixa o Senhor agir em lugar da incapacidade humana. Vê-se como o profeta fez os preparativos, sem sequer sombra de dúvida da resposta divina, possuindo uma fé que, se necessário, poderia esperar horas sem temor e já sentindo o júbilo da vitória.

Nas coisas eternas, o esforço humano tem pouco valor, mas sim, a obra de Deus aceita pela fé.

1 Rs. 18.36-38 – Deus enviou fogo do céu por causa de Elias. Ele também nos ajudará a realizar o que ordenar que façamos. A prova pode não ser tão dramática em nossas vidas como foi na de Elias, mas Deus nos disponibilizará recursos de maneira criativa, para realizar seus propósitos. Ele nos dará sabedoria formarmos uma família abençoada, coragem para assumirmos uma posição em favor da verdade, ou os meios para ajudarmos alguém em necessidade. Como Elias podemos ter fé de que, o que quer que Deus nos ordene, Ele dará o que necessitamos para cumprir sua vontade.

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A ATRAÇÃO DOS ÍDOLOS

À primeira vista as vidas dos reis não fazem sentido. Como eles puderam cair na idolatria tão depressa, quando tinham a palavra de Deus (pelo menos parte dela!), profetas e o exemplo de Davi? Aqui etão algumas das razões da atração que os ídolos exercem:

ATRAÇÃO DOS ÍDOLOS

PARALELO MODERNO

PODER: O povo queria estar livre da autoridade de Deus e dos sacerdotes. Eles queriam que sua religião se encaixasse no seu modo de vida, e não que seu modo de vida se adequasse à sua religião

As pessoas não querem estar sujeitas a uma autoridade superior. Em vez de ter poder sobre os outros, Deus quer que tenhamos o poder do Espírito Santo para ajudar os outros.

PRAZER: A adoração de ídolos exaltava a sensualidade, sem responsabilidade ou culpa. As pessoas imitavam as personalidades perversas e sensuais dos deuses que adoravam, ganhando assim, aprovação para suas vidas desregradas

As pessoas endeusam o prazer, buscando-o à custa de todo o resto. Em vez de buscar o prazer que leva a desastres a longo prazo, Deus quer que busquemos o tipo de prazer que leva à recompensa a longo prazo.

PAIXÃO: A humanidade ficou reduzida a um nível pouco superior a dos animais. As pessoas não tinham que ser consideradas como indivíduos singulares, mas podiam ser exploradas sexualmente, politicamente e economicamente.

Como animais, as pessoas permitem que impulsos físicos e paixões as dominem. Em vez de expressar paixões que exploram outras pessoas, Deus quer que redirecionemos nossas paixões a áreas que edificam os outros.

#palavrapensada