sábado, 16 de fevereiro de 2013

Esta menina ainda está viva!


A menina que aparece na foto, correndo desesperada e gritando, ainda está viva...e mais viva do que nunca, pois recebeu a Cristo ;  mas primeiro precisamos contar uma história:

Há 38 anos encerrava-se a Guerra do Vietnã no sudeste asiático, uma das mais sangrentas do século XX. O conflito envolveu de um lado, a República do Vietnã (Vietnã do Sul), um país capitalista sob regime ditatorial e apoiada pelos EUA; e do outro, o Vietnã (Vietnã do Norte), apoiado pela Frente Nacional para a Libertação (FNL), comandados por Ho Chi Minh, de orientação comunista. As batalhas tiveram início em 1959 e terminaram em 30 de abril de 1975. Ideologia e política, foram os principais motivos do conflito, em um momento histórico em que o mundo era dividido em dois blocos: comunista e capitalista. No ano de 1964, os EUA entraram na guerra de fato. Em território vietnamita, os norte-americanos perderam milhares de soldados, em um conflito que consumiu milhões vidas. A guerra terminou com a rendição das tropas sul-vietnamitas e a retirada dos militares norte-americanos. Entre vencedores e vencidos, ficaram as imagens que serviram, e servem, para alertar o mundo sobre os horrores da guerra.




Ela se transformou no símbolo da Guerra do Vietnã. A foto da menina queimada, fugindo nua após seu vilarejo ser devastado pelos americanos, correu o mundo. Hoje, Phan Thi Kim Phuc ainda carrega as marcas do bombardeio, mas se esforça para superar o trauma. "Estive no inferno e percebi que, se mantivesse o ódio, nunca sairia dele", disse a vietnamita em entrevista ao Estado durante sua passagem por Genebra, na semana passada.

Phan conta que jamais esquecerá o dia 8 de junho de 1972. "Estávamos em casa e, de repente, começamos a ver nossa vila sendo atacada. Corremos para um templo, que depois também foi bombardeado. Decidimos sair correndo. Ao sair, senti meu corpo inteiro queimar, como se estivesse em um forno. Era o napalm, que eu, sinceramente, não tinha ideia do que fosse até aquele momento", disse Phan, que teve 65% de seu corpo queimado.
Seu vilarejo, Trang Bang, fica no sul do Vietnã, a cerca de 40 quilômetros de Saigon. A bomba foi lançada por soldados do Vietnã do Sul contra tropas norte-vietnamitas. A operação foi coordenada por militares americanos, ainda que Washington jamais tenha admitido seu envolvimento.

MILAGRE



Em 1972, ela tinha 9 anos. Hoje, aos 48, é casada e mora no Canadá com seus dois filhos. Sua foto, tirada por Huynh Cong Ut, fotógrafo da agência Associated Press, ganhou o Prêmio Pulitzer do ano seguinte e se transformou no símbolo do conflito.
Enquanto a foto corria o mundo, sua vida mudava de forma radical. Após o ataque, ela foi levada para um hospital em Saigon pelo próprio fotógrafo. "Só me lembro que jogava água no meu corpo."
Quando chegou ao hospital, as enfermeiras disseram que a garota não sobreviveria. "Fiquei 14 meses internada e passei por 17 cirurgias", diz. A última ocorreu na Alemanha Oriental, em 1984. Mas, nem assim, as marcas desapareceram. "Continuo sentindo muita dor a cada movimento."
Um ano após o ataque, ela voltou ao vilarejo. "Alguns dias depois, meu pai me trouxe um jornal e me mostrou a foto. Fiquei horrorizada e chorei sem parar por vários dias. Foi naquele momento que comecei a entender o que eu tinha vivido. Além disso, estava muito envergonhada. Não suportava me ver nua em uma foto que o mundo inteiro viu."
Phan relata que estava vestida com uma roupa leve no momento do ataque, a qual que foi queimada em alguns segundos. "Se estivesse usando uma roupa mais pesada, que levasse mais tempo para queimar, estaria morta. Muitos morreram exatamente desta forma."
Aos 13 anos, ela foi estudar em Saigon. No regime comunista, obteve a autorização, alguns anos mais tarde, para estudar medicina em Cuba, onde conheceu seu marido. Na viagem de lua-de-mel, o avião fez uma escala no Canadá, de onde o casal nunca mais saiu.
Phan tentou viver no anonimato, mas foi descoberta nos anos 90. "Um dia, estava andando na rua em Toronto e alguém me disse que sabia quem eu era. Foi aí que eu entendi que não poderia mudar o passado, mas que poderia alterar o significado do que ocorreu."
A vietnamita passou a atuar como ativista de direitos humanos, tornou-se embaixadora da Unesco e criou uma fundação. Até hoje, Phan se lembra com ironia dos comentários do então presidente americano Richard Nixon, que duvidava da autenticidade da foto. 


Phuc vê com frequência a “tio Ut”, como ela chama o autor da foto. Sem ir muito longe ela esteve com ele em Colônia (Alemanha) recebendo um prêmio patrocinado por uma marca de câmaras fotográficas. Depois, ela viajou a Madri para também receber um prêmio que a Instituição Save The Children concedeu a Phuc pelo trabalho desenvolvido pela sua ONG -The Kim Foundation-, que ajuda a crianças vítimas de guerra e conflitos aramados.


ELA ESTAVA EM UM PLANO ESPECÍFICO PARA DEUS

Teve um encontro com o evangelho do Senhor Jesus e hoje, uma mulher de Deus, ensina as vitimas de guerra a perdoar em palestras pelo mundo, afinal, quem melhor poderia falar sobre o exercício do perdão do ela?
Em sua seção “Almoço.com” o diário El Pais (O País) teve como entrevistada a hoje cristã/evangélica Kim Phuc, quarenta anos após ser vítima de bombardeio que atingiu a povoado de Trang Bang com bombas de napalm (produzida a base de gasolina gelatinizada)  no Vietnã. A enorme cicatriz que até hoje ainda arde em seu corpo a vietnamita compensa esta marca do que aconteceu com um grande sorriso em seu rosto arredondado



Kim leva pendurado no pescoço duas correntes: uma folha de arce e uma crucifixo. A primeira é o símbolo de seu país de adoção, Canadá, para onde  fugiu após uma escala em Moscou na época em que voltou e estudou em Cuba. “Eu precisava de ser livre”, diz Phuc, que ainda era um símbolo e por anos foi submetido a um rigoroso controlo do regime comunista.
Perguntada o motivo do segundo pingente em forma de cruz. Ela diz que descobriu a mensagem do Evangelho de Jesus e foi para o momento de sua viragem (o ponto de conversão). “Eu vivia sofrendo. Odiava minha vida, odiava à gente normal, odiava a quem me tinha feito tanto mal, as cicatrizes… Ler a palavra de Jesus me mudou. Não sou uma pessoa religiosa, mas tenho uma relação muito íntima com Deus. Falo muito com Ele. Quando me doem as feridas, oro. E quanto mais oro, mais paz encontro. Ele (Jesus) me ensinou a amar e perdoar”. Jesus não se cansa do repetir. “Minha missão é ajudar as outras pessoas que passaram pelas mesmas situação que eu passei a perdoar, a ser mais fortes por fora e por dentro”.

No Canadá Phuc e seu marido vivem com os pais dela e seus dois filhos —Thomas Hoang e Stephen Binh—. Desde 1986 só tem regressado uma vez a Vietnã, em 2004, depois da morte de um de seus irmãos, que também aparece na foto. Correndo, diante de sua irmanzinha nua. “Ele corria mais que eu”.



UM TESTEMUNHO MUITO ESPECIAL
“Eu não sabia o que era a dor. Tinha-me caído da bicicleta alguma vez, mas a napalm (bomba produzida a base de gasolina gelatinizada) é o pior que podia e possam imaginar. O efeito após explodir é de queimar com gasolina por baixo da pele. Desmaiava a cada vez que as enfermeiras me colocava no tanque para cortar a pele morta pelo efeito da gasolina em minha pele. Mas não morri. Dentro de mim tinha uma menina pequena e forte, que queria viver”.

A recuperação não foi fácil. “Tive pena de mim mesma. Queria colocar blusas de manga curta e não podia. Olhava meus braços e me perguntava porque comigo? Cheguei a pensar que nunca teria esposo, nem iria me casar, nem teria um bebê”, afirma Kim, quem assegura que conseguiu superar graças ao amor da família e de Deus”.



DO INFERNO DA BOMBA NAPALM AO REINO DE JESUS
Enquanto Kim estudava medicina em seu país, encontrou casualmente um dos poucos Novos Testamentos que não tinham sido confiscados pelo governo comunista do Vietnã, e a curiosidade lhe levou ao ler; a mensagem de Jesus a impactou de uma forma especial. Nesse mesmo tempo foi a uma igreja evangélica em Ho Chi Minh. Num culto, no Natal de 1982, depois de escutar a mensagem do perdão e salvação que oferece Jesus Cristo, se entregou chorando a Jesus. Quando sua família soube que se tinha convertido ao cristianismo e que só queria seguir a Jesus e a nenhum outro deus, foi expulsa de sua casa.

No verão de 1992 casou-se com um vietnamita, colega de estudos. A viagem de noivos levou-os a Moscou. De regresso a Cuba, aproveitando uma escala técnica em Ganther (Canadá), decidiu ficar ali. “Não tinha nada”, recorda Kim”, “só a câmara e a bolsa, mas tinha fé e pensava: se consigo a liberdade vou ter de tudo”.


REENCONTRO COM SEU “VERDUGO – (Algoz, carrasco)”




Quatro anos mais tarde, em 11 de novembro de 1996, Kim participou no Memorial de Veteranos de Vietnã, em Washington. Um dos assistentes ao ato era John Plummer, que 24 anos atrás participou na ordem de bombardear o povoado de Trang Bang,  que então vivia a menina Kim Phuc.
Durante esses anos, Plummer tinha sofrido uma culpabilidade extrema que lhe tinha levado ao alcoolismo e ao fracasso matrimonial; finalmente, sua história também terminou com um encontro aos pés de Jesus, que lhe deu uma nova vida, chegando a ser ministro evangélico. Mas a lembrança do bombardeio e a foto seguia produzindo-lhe uma grande dor. Nesse dia, escutou a Kim dizer “Tenho sofrido muitas dores físicas e psicológicos. Às vezes pensava que não ia poder viver, mas Deus me salvou, me deu fé e esperança.”
Ao sair no termino do evento, Phuc encontrou-se com Plummer, enquanto alguém lhe sussurrava ao ouvido quem era aquele homem que a olhava surpreso. Ela lhe estendeu os braços a Plummer e ele chorando a abraçou, sem dizer muita coisa, só conseguia dizer: “Sinto, sinto…”. Ela lhe respondeu: “Tudo bem, tudo bem. Perdoo, perdoo…”. Dois “inimigos” salvos e reconciliados na paz e o amor de Cristo.”
Kim Phuc, como temos dito, vive junto com seu marido e seus dois filhos em Toronto, e teve a satisfação de receber a visita de seus pais, e viram eles aceitarem a Jesus como Senhor e Salvador. Agora vivem com eles.





quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Quem inventou o inútil BBB?


BBB: QUEM INVENTOU A IDÉIA DO PROGRAMA MAIS PODRE, INÚTIL E ESTÚPIDO DA TV BRASILEIRA?




“Guerra é paz, liberdade é escravidão , ignorância é força” (Trecho de “1984″, de George Orwell)


O Big Brother Brasil (BBB) 15 começou somente há alguns dias e já está dando o que falar sobre os enclausurados na casa do programa de televisão. Mas há 60 anos, que a ideia de um “Big Brother”, que com sua onipresença tudo pode enxergar, existe.


Escrito em 1949, o livro intitulado “1984″, do escritor britânico George Orwell, projetava no ano de 1984 um sistema de governo autoritário, cuja população era constantemente vigiada pelo Big Brother, ou o Grande Irmão. Ele sabia tudo o que se passava em todos os lugares; conhecia cada pessoa, seguia seus passos, controlava suas atitudes. E ainda havia mais: todos deviam idolatrar o Big Brother, que por meio da repressão a quem se opusesse a ele, tentava “perpetuar” a paz.


Desde então, alguns termos e conceitos do livro tornaram-se parte do cotidiano de muitos e, sem dúvida, o termo “Big Brother” é um dos mais populares, já que foi apropriado por programas de televisão na criação de reality shows.


Este 21 de janeiro marca os 65 anos de morte de Orwell (1903-1950). O escritor, traz marcas fortemente antitotalitaristas em suas obras, que também apresentam como características o humor (através da caricatura de personagens) e a escrita rápida e fácil.


Uma tuberculose matou o criador do “Big Brother”, mas não o seu pensamento, que continua a ser visto por milhões de telespectadores em uma tela de tv ou pela internet.


Hoje, a "tuberculose" moral continua matando as famílias, banalizando o casamento, ironizando a boa conduta, satirizando a ética e criando aberrações cognitivas com diálogos que nos fazem doer a cabeça. Homens e mulheres que protagonizam um programa pífio, péssimos exemplos para a sociedade. Mulheres que, mais tarde, sairão do seu meretrício anônimo para o público, posando para alguma revista lida pelos solitários mal-amados.

Homens péssimos exemplo para a família, incluindo até estupros, como foi veiculado na edição retrasada, tratam as mulheres como meros objetos descartáveis, tendo endosso de grande massa da população de nosso povo.

Já não chega nosso país ter uma das piores taxas no quesito educação no mundo, com universidades que só enxergam lucro e corpo docente deixando a desejar...

Programas educativos são veiculados às seis horas da manhã, quando a maioria está dormindo ou dentro da condução para o trabalho, enquanto o besteirol pútrido é exibido no momento de "pegar todos em casa", assim, teremos milhares de pessoas beirando o aleijume mental. Me desculpe quem gosta de bobagens, mas o Silvio Santos dá de mil a zero neste programinha de quinta categoria.

Porém, cada um absorve daquilo que gosta, assim como exerço o direito que me assiste em criticar uma rede televisiva que gasta milhões com uma inutilidade que não trás benefício nenhum à nação ou a qualquer pessoa, exceto dar alguns dias de fama a anônimos inúteis, patrocinados por mega-empresas que poderiam trabalhar em prol da erradicação da pobreza no país.


Mas é impossível para uma rede campeã em promover o homossexualismo, prostituição e a banalização da família ser altruísta, afinal, isso não dá dinheiro. Ou vocês acham que o Criança Esperança é feito com dinheiro da Rede Globo?


Por fim Orwell, falecido nos anos cinquenta, ainda que tenha produzido tantas coisas úteis como cronista e demostrando inteligência acima do comum, tinha apenas visão política (espionagem) em sua criação do "grande irmão" ; jamais ele imaginaria que sua idéia era apenas um protótipo a ser readaptado pela pós-modernidade e transformado nessa safadeza crônica e boçal... se ele soubesse que daria nisso, a julgar pelo seu grau de instrução, certamente teria engavetado sua idéia.


Se Orwell idealizou o Big Brother, quem o transformou então no BBB (Big Brother Brasil) no formato que é hoje?
Endemol ,uma produtora holandesa de televisão, especializada em Reality Shows e entretenimento, possuindo subsidiárias em 32 países, incluindo (infelizmente) o Brasil. Em 2001 entra no Brasil em parceria com a Globo e lança a primeira edição do BBB, copiado pelo SBT (Casa dos Artistas), Rede Record (A Fazenda) e Bandeirantes (Busão do Brasil).

Deixo aqui um alerta bíblico a todos os que se dizem cristãos, mas transformaram suas salas em fossa moral, cuja canaleta de esgoto é sua tv

"Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus." 
Gálatas 5:19-21

 Pr. Willy Santos

domingo, 6 de janeiro de 2013

A Bíblia dirige a nossa vida


"Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para vossas almas"
Mateus 11.29

A Bíblia é a regra de fé e prática. A conduta do cristão está descrita nela e todas as perguntas encontram respostas nas Escrituras. A Bíblia é o único livro em que o autor acompanha o leitor o tempo todo. O Espírito Santo de Deus nos ordena a "aprender dele" e não apenas descansar ou correr para ele em busca de socorro. A Bíblia nos exorta a sermos diligentes e persistentes em estudá-la.
Tentaram destruí-la: perseguiram, prenderam e mataram homens que a traduziram e espalharam. Hoje tentam banalizá-la, desacreditá-la, pervertê-la, distorcê-la, fragilizá-la, mas a Palavra de Deus é viva, contínua, intacta e acessível e segue poderosa e eficaz.
A Bíblia é um livro tinto de sangue, uma linha vermelha a acompanha de capa a capa, de Gênesis a Apocalipse. Seu tema central e único é Jesus Cristo e a sua obra para a remissão de todo aquele que nele crê.
Crentes preguiçosos manuseiam pouco suas páginas, afinal, para que ler mais do que é pedido na igreja, culto ou acampamento? Penso nos irmãos que sofrem pelo nome de Jesus Cristo e imagino o desejo que sentem de ter nas mãos um exemplar da Bíblia ou porções dela para ler e sentirem mais de perto a presença de seu autor.
Jesus promete alívio ao cansado e oprimido e diz em seguida: "Aprendei de mim!". No livro João 3:16, Max Lucado nos fala acerca desta parte do versículo para que o "grifemos com a caneta mais forte que temos". Concordo e assino embaixo! Aprenda quem é Jesus. Conheça-o. É impossível conhecer a Cristo com a Bíblia fechada e é impossível ler a Bíblia sem ver a Cristo e seu caráter. Jesus é a vida que a Palavra viva de Deus possui!
A Bíblia também tem muitas orientações sobre saúde, geografia, história, astronomia, cultura, comportamento, sobre o futuro e tantos outros assuntos. O Livro de Provérbios, por exemplo, oferece inúmeras instruções para todas as idades, orientando como agir em inúmeras situações. A Bíblia fala ao homem de maneira completa, pois foi inspirada pelo Espírito Santo inerrante e soberano do Deus vivo.
O desafio é que você clame por sabedoria, leia a Escritura e experimente ser dirigido por ela!

Fonte: Periódico Fanzine Underground ano 10 - n° 02 - Maio de 2012, da Revista Portas Abertas - Pr. Yon Morato - pasto da Igreja Presbiteriana no Ipiranga, Mestre em Ciências da Religião e professor do Colégio Presbiteriano Mackenzie/SP

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Porque Xuxa não pediu perdão?



As declarações de Xuxa no programa Fantástico, quanto contou ter sido vítima de abuso sexual quando era criança, repercutiram em diversos veículos de comunicação durante a semana. O blogueiro e ativista pró-família Júlio Severo publicou em seu site um texto falando sobre essas declarações, e criticou a postura da apresentadora diante do assunto.
Afirmando que a declaração de Xuxa foi conveniente porque “trouxe uma alta em sua imagem num momento em que sua carreira já não tem o brilho que tinha antes”, Severo afirma que
O blogueiro cita ainda que, antes de se tornar um ícone em programas infantis, Xuxa posou nua em revistas masculinas. Ele diz ainda que a apresentadora sempre falou em suas entrevistas que quando era criança tinha o costume de andar sem roupas pela casa. “Ela passou de coelhinha da Playboy à rainha dos baixinhos” afirma Júlio Severo, que diz ainda que a carreira infantil de Xuxa é “alicerçada em assombrações pornográficas e pedofílicas”.
Em suas críticas, o ativista afirma que, durante sua carreira, Xuxa fez apelos pela erotização infantil e até mesmo protagonizou um filme pornográfico no qual contracenou com um garoto de apenas 14 anos. “Ela poderia também aproveitar e aparecer novamente no Fantástico para pedir perdão às famílias e crianças do Brasil pelo filme ‘Amor estranho amor’, onde ela mesma, já adulta consciente e com fome de grana, fez descarada propaganda pró-pedofilia”, concluiu Severo.


Leia o texto na íntegra:



No programa Fantástico de domingo passado, Xuxa alegou que sofreu abusos sexuais na infância. Supostamente, foram três homens.

Sua declaração forte trouxe uma alta em sua imagem num momento em que sua carreira já não tem o brilho que tinha antes. O brilho tem sido cada vez mais ofuscado por um sombrio esqueleto em seu armário: Em 1982 ela fez o papel principal do filme “Amor estranho amor”, que contém cenas de pedofilia explícita em que ela seduz um menino.
Xuxa vem travando uma batalha judicial sem tréguas para que o filme, que tem perturbado sua carreira e fama, não seja oficialmente comercializado em DVD. Seus produtores haviam chegado a exigir 100 mil reais por ano para manter o filme “extinto”. O desgaste com o obsceno filme pró-pedofilia tem sido um flagelo na fama e bolso da atriz.
A trajetória de Xuxa, com suas recentes revelações de pedofilia na infância, teve um início com contexto previsível. Sabe-se que ela, por costume da família ou vontade própria, gostava de andar nua dentro de casa quando era menina. Crianças de lares com tais “hábitos” não raramente enxergam com “naturalidade” o sexo.
Qualquer homem moralmente são teria dificuldade de visitar uma casa onde o pai permite que sua filha de oito, dez ou doze anos ande “ao natural”. Não chega a ser “fora do normal” um lar com nudez descarada produzir abusos sexuais. É um ambiente produtor de tentações.
Tais lares, além de tornarem suas crianças vulneráveis aos oportunistas sexuais, não veem nada de errado em revistas pornográficas.
Xuxa não só tinha essa visão, mas também chegou a posar nua para várias revistas pornográficas, inclusive a mais famosa, aPlayboy. O que era “natural” para ela acabou também virando fonte de renda.
Mesmo com esse histórico moralmente turbulento, ela acabou entrando no mercado infantil, com um programa primeiramente na TV Manchete e depois na TV Globo, onde dançarinas mirins com trajes curtos e a garotada garantiram para ela e para a TV Globo IBOPE e audiência. Ela passou de coelhinha da Playboy à rainha dos baixinhos.
É uma carreira infantil de sucesso alicerçada em assombrações pornográficas e pedofílicas.
Ela não era, é claro, o exemplo ideal para as crianças. Mas o mundo imundo da TV tem valores inversos de uma família que protege os filhos com valores morais.
Durante o governo de Lula, Xuxa encabeçou a campanha nacional “Não Bata, Eduque!”, lançada por Lula em Brasília. A campanha, de modo ostensivo, buscava a criminalização de pais e mães que aplicam castigos físicos como disciplina para o mau comportamento dos filhos.
Xuxa mostrou sua rebelião a esse mundo com limites para as crianças. Talvez ela anseie um mundo onde as crianças possam tranquilamente andar livres dentro de casa — livres de roupas — e assim estar mais preparadas para ver com naturalidade o sexo e a revista Playboy.
Mas a experiência de uma infância sem limites e sem roupas não trouxe felicidade para a menina Xuxa. Trouxe, pelo que alega ela, estupros. E trouxe, pelo que mostra seu currículo, seu estrelato num filme de pedofilia explícita e participação em revistas pornográficas.
Em todas essas décadas, Xuxa jamais reclamou de ter sofrido peso na consciência pela óbvia incoerência entre sua vida no mercado pornográfico e no mercado infantil. O que importava, talvez, fosse obter dinheiro, fosse de qual fosse a procedência.
Na entrevista ao Fantástico, Xuxa se queixa de um pai ausente, mas quando ela teve oportunidade de fazer diferença na sua vida, ela escolheu ter uma filha sem um pai. Ela determinou que a figura do pai ficasse ausente da vida de sua filha.
Depois de sua recente confissão de abuso sexual na infância, Xuxa deveria abandonar seu ativismo contra os direitos dos pais disciplinarem seus filhos e imporem limites — inclusive o uso de roupas — neles. Abuso e violência não é impor limites nos filhos, conforme hoje esbraveja Xuxa com sua campanha anti-pais, mas a falta de limites.
Seu ativismo agora deveria se limitar aos malefícios da nudez dentro de casa, de como essa prática torna as crianças presas fáceis de pedófilos, do sexo casual e da pornografia.
O ativismo dela deveria também incluir uma campanha de alerta para que os pais bloqueiem toda pornografia em seus lares.
E ela poderia também aproveitar e aparecer novamente no Fantástico para pedir perdão às famílias e crianças do Brasil pelo filme “Amor estranho amor”, onde ela mesma, já adulta consciente e com fome de grana, fez descarada propaganda pró-pedofilia.

Fonte: G Notícias por Gospel+

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Bispa da Renascer lança perfume com cheiro de Jesus


Qual será o cheiro de Jesus? Bom, a bispa Sônia Hernandez, fundadora da igreja evangélica Renascer em Cristo, parece saber. Ela lançou no último sábado (15) uma linha com perfume, creme hidratante e sabonete liquido. O kit “De bem com a vida” sai por R$ 79 e, segundo a filha da religiosa, “exala o bom cheiro de Cristo”.

De acordo com a bispa, os produtos demoraram alguns anos para chegar ao mercado brasileiro por conta das pesquisas e desenvolvimento das embalagens e foram testados pessoalmente por Sônia e a filha Fernanda.
Fonte: yahoo notícias - capa 

Vemos aqui mais uma jogada de marketing, como qualquer empresa/produto tem, porém, utilizando-se de metáforas bíblicas como se fossem literais, a fim de vender a mercadoria.
Que cheiro Cristo tinha? Não sabemos, mas era natural que naquela época a "indústria" cosmética já estivesse muito presente, desde os tempos antigos (Ester 2:12).

Numa terra quente como Israel, e com reduzido suprimento de água, muitas vezes o perfume tomava o lugar de um bom banho. Assim, após um dia de trabalho cansativo, as pessoas passavam um desodorante líquido pelo corpo, para se tornarem mais apresentáveis. Mas mesmo que se tomasse banho, era aconselhável uma boa aplicação de perfume.
Contudo os perfumes e cremes não serviam apenas para amenizar os odores do corpo. Também eram empregados para amaciar a pele, que, naquele clima quente e seco muitas vezes ficava ressequida e rachada.
Algumas mulheres, quando iam sair de casa ou então se preparavam para receber uma visita, costumavam passar óleo na pele, e depois iam sentar-se perto do incensário por alguns instantes. Desse modo, o cabelo, a pele e as roupas ficavam impregnados de perfume. Algumas também costumavam colocar um sachê perfumado sob as roupas.

Um dos relatos mais notáveis do uso de um perfume na Bíblia foi o do gesto de Maria, em Betânia (Mateus 26:6-13 ; Marcos 14:3-9 ; João 12:1-8). O bálsamo de nardo era um dos perfumes mais caros da época, pois era fabricado a partir de uma planta de flores rosadas, cultivada no norte da índia e talvez no Himalaia.
Maria pegou um pequeno frasco cheio desse bálsamo, quebrou o gargalo dele e derramou o seu precioso líquido na cabeça de Jesus. O valor do nardo que ela derramou equivalia ao salário de um ano de um trabalhador comum. Para entendermos bem o que aconteceu, basta imaginar que, naquele momento, foi derramado ali tudo que ganhamos em um ano.

Veja então, por esta descrição histórica, que aqui trata-se de um perfumar LITERAL, REAL, com a estimulação do olfato humano através dos aromas. Porém, a Bispa em questão, segundo a reportagem, usa o sentido FIGURADO para atribuir ao seu produto físico uma característica que nada tem de espiritual. Senão, vejamos a célebre passagem que ela pode ter se apegado:
Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem.  "- 2 Coríntios 2:15

Vejam que o versículo, quando diz que todos somos o bom perfume de Cristo, o faz no sentido ESPIRITUAL, ou seja, o cristão tem um "cheiro" diferente daqueles que vivem na prática do pecado (2 Coríntios 2:16). Não só temos o cheiro de Cristo, enquanto andamos na verdade e em santificação, como temos também o cheiro do conhecimento de Cristo, descrito no versículo 14.


Quando a filha da Bispa diz que sua linha de cosméticos exala o bom cheiro de Cristo está utilizando-se de uma metáfora, que dá sentido espiritual à passagem bíblica, para aferir literalmente o valor de sua flagrância, claro, na intenção de vender grandes quantidades àqueles que são pobres de conhecimento bíblico e levam ao pé da letra tudo o que é ditado pelos seus líderes. Nota-se aí um desconhecimento total da hermenêutica bíblica, ou, propositalmente, utilizam-se do contexto das Escrituras em questão para atribuir alguma "unção" ou "efeito sobrenatural" a um produto oferecido pela "autoridade" eclesiástica.


Não é pecado perfumar-se, como dizia uma antiga denominação pentecostal, que se auto-denomina "a igreja do arrebatamento", nem tão pouco vender. É saudável, agradável e faz bem ao corpo e à auto-estima. Quem quiser comprar a linha cosmética De Bem com a Vida, que o faça...porém, não pense que com isso estará exalando o bom perfume de Cristo, pois este, só tem quem não se contamina com a podridão deste mundo. Do contrário, andará perfumado por fora, mas por dentro será um sepulcro caiado, ou seja, bonito e ornamentado por fora e cheio de ossos podres por dentro.


Como disse o sábio Salomão: Melhor é a boa fama do que o melhor ungüento...Eclesiastes 7:1a

E a fama da tal Bispa não é nada boa, basta ver seu histórico noticioso nos meios de comunicação...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Jesus não é a rosa de Saron




Uma das citações mais comuns que vemos nas mensagens de conferencistas e letras de hinos é que Jesus é a rosa de Saron e o lírio dos vales. Será que isto está escrito na Bíblia? Há alguma referência, ou mesmo inferência que nos dê respaldo para tal citação?
O que é Saron? Na verdade Saron é uma planície, uma localização geográfica ao sul do Monte Carmelo (onde o profeta Elias desafiou os profetas de Baal e Asera) e Jope.
Com uma extenção de 85 Km, sua largura se aproxima a 22 Km. Esta planície era um verdadeiro cartão-postal, coberta com flores exóticas que lhe conferia um colorido especial.
Foi diante dessa beleza selvagem que a Sulamita, a esposa dos Cantares cantou "eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales" (Ct.2:1), ao que o esposo responde " qual lírio entre os espinhos, tal é minha querida entre as donzelas".
Além de lírios e rosas, na planície de Sarom ainda eram encontradas 4 tipos de flores vermelhas: anêmona, botão-de-ouro, tulipa e papoula.
Como se percebe claramente, tudo não passou de uma comparação da esposa com alguns elementos encontrados na planície, no caso, rosas e lírios. Ela, ao contemplar a beleza de Sarom, compara sua formosura com a do bosque.
Porém, o que temos ouvido exaustivamente é que Jesus é a rosa de Sarom... Alguém poderá dizer: mas isso é apenas uma comparação, uma metáfora. Mas que comparação? Com o noivo de Cantares? Se ao menos fosse com a noiva do Cordeiro, que é a igreja, poderia-se pensar. Mas não é isso que diz o texto. Se Jesus fosse comparado como a macieira de Sarom, vá lá (Ct. 2:3), estaria dentro do aceitável.
Isso não vai tirar o mérito das mensagens pregadas e nem dos hinos cantados, porém, às vezes falta um pouco de humildade para certos cantores, antes de produzirem suas composições, procurarem um consultor teológico ou estudarem melhor a Bíblia.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Deus trabalhou no Sábado?



Uma das grandes dúvidas que surge no meio cristão é se Deus trabalhou no Sábado, polêmica esta propagada principalmente pelos adeptos do Adventismo ou Sabatismo. Por falta de uma observação mais minunciosa do texto, surge, dúvidas entre aqueles que afirmam, negam ou não sabem.
Vamos ver então o que a Bíblia, traduzida em nossa língua, nos informa à respeito disso:
"Havendo Deus acabado no sétimo dia a obra que fizera, descansou nesse dia de toda obra que tinha feito" - Gênesis 2:2 (Edição Contemporânea - Bíblia Thompson)
O texto em questão está nos informando de que Deus trabalhou no Sábado ; mesmo quem conhece pouco de hermenêutica irá afirmar isso: basta ver o grifo nosso "acabado no sétimo dia", ou seja, neste último dia Ele ainda estava trabalhando, terminou sua obra e neste mesmo dia descansou. O texto deixa transparecer isso. Porém este é um erro de tradução que até hoje ainda é digitado em Bíblias novas, levando a uma interpretação errada deste versículo. O que diz, então, o original hebraico?
Diz que Deus concluiu sua obra no sexto dia, descansando no sétimo: "E, acabando Deus toda a sua obra, no dia sétimo descansou" (וַיְכַ֤ל אֱלֹהִים֙ בַּיֹּ֣ום הַשְּׁבִיעִ֔י מְלַאכְתֹּ֖ו אֲשֶׁ֣ר עָשָׂ֑ה וַיִּשְׁבֹּת֙ בַּיֹּ֣ום הַשְּׁבִיעִ֔י מִכָּל־מְלַאכְתֹּ֖ו אֲשֶׁ֥ר עָשָֽׂה׃ ).
Perceberam a diferença? Por isso é importante conhecermos a Bíblia em sua escrita original para evitarmos erros de interpretação e assim, muitas vezes de forma inconsciente, entrarmos pelo caminho de distorções exegéticas. Porém, é bom lembrar que não é por causa disso que temos de guardar o Sábado, como se ele fosse um dia mais santo que os outros. Jesus é o nosso Sábado e devemos nos santificar em todos os dias da semana.